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Consórcio da Galp põe em trânsito nova plataforma para o campo Lula

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O navio-plataforma Cidade de Saquarema, com 346 metros de comprimento, deixou o estaleiro no domingo, rumo à sua instalação no campo petrolífero Lula, onde a Petrogal Brasil detém uma participação de 10%

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O navio-plataforma Cidade de Saquarema vai ser, a partir de julho, a sexta unidade de produção do campo petrolífero Lula, no Brasil, explorado por um consórcio que junta a Petrobras, a Galp e a Royal Dutch Shell. Esta plataforma flutuante já está totalmente montada e deixou o estaleiro no passado domingo, segundo informou a Petrobras em comunicado.

A plataforma de produção flutuante (FPSO, na sigla em inglês) tem um comprimento de 346 metros e uma capacidade de processamento de petróleo de 150 mil barris por dia. Ficará instalada no campo Lula, na região pré-sal da bacia de Santos, numa área com profundidade de água de 2.120 metros.

Criada a partir de um antigo petroleiro, a nova plataforma do consórcio da Galp foi parcialmente construída na China, com seis módulos fabricados num estaleiro brasileiro e outras partes feitas em estaleiros no Brasil, China e Singapura.

A montagem final desta unidade foi feita no estaleiro Brasa, em Niterói, perto do Rio de Janeiro, de onde a plataforma saiu no domingo. Ficará durante alguns dias na baía de Guanabara, ao largo do Rio, para inspeções e testes finais, antes de rumar ao campo Lula.

O consórcio que explora este campo petrolífero é controlado em 65% pela Petrobras, 25% pela Royal Dutch Shell (através da BG) e 10% pela Petrogal Brasil (que é detida em 70% pela Galp e em 30% pela Sinopec).

O campo Lula é hoje uma das principais fontes de petróleo da Galp. No final do primeiro trimestre deste ano o Brasil contribuía com 85% da produção petrolífera líquida da Galp, vindo o remanescente de Angola.