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Mercado norte-americano gera 65% do crescimento da EDP Renováveis

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A empresa liderada por João Manso Neto terá a América do Norte como motor da sua expansão até 2020, e o foco continuará a ser a eólica, com a energia solar limitada a um contributo de 10% nos novos projetos

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A EDP Renováveis estima que a América do Norte irá representar 65% da nova capacidade que a empresa irá instalar até 2020 nos vários mercados em que está presente.

O grupo quer instalar pelo menos 700 megawatts (MW) de nova capacidade por ano, num total de 3500 MW até 2020, dos quais 90% virão do tradicional negócio eólico: 65% na América do Norte, 15% na Europa e 10% no Brasil.

Segundo a apresentação desta quinta-feira na conferência EDP Capital Markets Day, em Londres, os projetos de energia solar fotovoltaica não representarão mais de 10% da nova capacidade da EDP Renováveis até 2020.

E mesmo nos projetos eólicos, o crescimento será feito em terra firme, já que os empreendimentos offshore ainda levarão vários anos a ser construídos. "O nosso negócio central é onshore", frisou o presidente executivo da EDP Renováveis, João Manso Neto.

Manso Neto admite que o plano de negócios para 2020 não introduz cortes com o passado da EDP Renováveis. "Não há uma revolução no plano, há uma transformação", afirmou.

Na Europa, a instalação de novos parques eólicos será relativamente limitada. A empresa prevê até 2020 construir 200 MW de nova capacidade em Portugal (no âmbito dos projetos adquirdos ao consórcio Ventinveste) e outros 200 MW em França e cerca de 100 MW em Itália e 90 MW em Espanha.

Segundo João Manso Neto, o financiamento dos novos parques eólicos e centrais solares será feito sobretudo com os resultados libertados pela capacidade existente, prosseguindo uma estratégia de auto-financiamento que a EDP Renováveis já desenvolve há vários anos, para evitar aumentar o seu endividamento.

O jornalista viajou a Londres a convite da EDP