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EDP vai cortar investimento em 15%

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António Mexia, presidente executivo da EDP

Alberto Frias

A elétrica presidida por António Mexia prevê até 2020 investir globalmente 7,2 mil milhões de euros, com um gasto médio anual inferior aos níveis alcançados em 2015

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A EDP prevê investir até 2020 um total de 7,2 mil milhões de euros, ou 1,4 mil milhões por ano, o que se traduz num corte de 15% face aos 1,7 mil milhões investidos em 2015 e numa estabilização face às projeções de investimento do anterior plano de negócios do grupo liderado por António Mexia.

A EDP prevê em 2016 e 2017 investir 1,2 mil milhões de euros em cada ano. Entre 2018 e 2020 o investimento anual subirá para 1,6 mil milhões. Ao longo dos cinco anos o valor médio anual será de 1,44 mil milhões de euros.

Na apresentação aos investidores que a EDP realiza esta quinta-feira em Londres o grupo revela que 45% do valor a aplicar nos próximos cinco anos se destina ao negócio das energias renováveis, sobretudo em parques eólicos, havendo ainda 30% alocados à produção de eletricidade convencional e 21% para a área das redes reguladas em Portugal e Espanha.

No plano para o período de 2014 a 2017 a EDP apontava para um crescimento médio anual de 5% tanto do seu EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) como do seu lucro (que em 2015 foi de 913 milhões de euros). Agora as perspetivas da EDP são de que o EBITDA cresça 3% ao ano, enquanto o lucro não deverá crescer mais do que 4% por ano.

De acordo com a apresentação aos investidores, ao longo dos próximos anos a EDP usará os fundos resultantes dos seus ganhos operacionais sobretudo de três formas: para reinvestir (35%), para pagar dividendos (41%) e para abater à sua dívida (24%).

A dívida líquida, que no final de março se situava nos 17 mil milhões de euros, deverá continuar a ser uma preocupação da empresa. A EDP traçou o objetivo de que em 2020 a sua dívida seja no máximo três vezes o valor do EBITDA. É exatamente o mesmo múltiplo que o grupo projetava para 2017 no anterior plano de negócios. Atualmente a dívida da EDP perfaz 3,8 vezes o seu EBITDA.

(O jornalista viajou a Londres a convite da EDP.)