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EDP quer poupar mais de 200 milhões em custos com pessoal

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Grupo traçou plano para entre 2016 e 2020 economizar 700 milhões de euros nas suas operações, dos quais perto de um terço virá da área de recursos humanos, mas sem despedimentos, segundo António Mexia

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A EDP vai intensificar o seu programa de redução de custos operacionais, que contempla, entre outras rubricas, um corte superior a 200 milhões de euros nas despesas com pessoal, sobretudo através da renovação do quadro e sem despedimentos.

Na apresentação do seu plano de negócios de 2016 a 2020 a EDP anunciou que espera nos próximos cinco anos poupanças acumuladas de 700 milhões de euros, sendo que perto de um terço (mais de 200 milhões de euros) virá da área de recursos humanos.

Em conferência de imprensa, o presidente executivo da EDP, António Mexia, assegurou que o grupo não tem previsto nenhum programa de despedimentos. O que haverá, explicou, "é uma renovação natural do quadro".

O objetivo da EDP é que à medida que quadros mais antigos, e com remunerações mais altas, se vão reformando, o grupo recrutará colaboradores mais jovens, que permitirão à empresa baixar o seu encargo salarial. Além disso, admitiu Mexia, a substituição de pessoal não será exatamente no rácio de uma entrada por cada saída.

A poupança em custos com recursos humanos abrange todo o grupo EDP, e não apenas a operação em Portugal. Nas restantes rubricas de economias até 2020 o grupo prevê ainda ganhos relevantes nos gastos com manutenção, no relacionamento com clientes, no marketing e em tecnologias de informação.

Dois terços dos 700 milhões de euros a economizar virão da Península Ibérica e o resto da EDP Renováveis e Brasil.

O jornalista viajou a Londres a convite da EDP