Siga-nos

Perfil

Economia

Energia

Equipa de gestão da Galp ganhou mais de €6 milhões em 2015

  • 333

Remunerações dos administradores-executivos da petrolífera no ano passado foram 5% superiores aos encargos assumidos pela Galp em 2014. O CEO Carlos Gomes da Silva auferiu, em termos brutos, 1,35 milhões de euros

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

As remunerações da comissão executiva da Galp Energia ascenderam em 2015, em termos brutos, a 6,04 milhões de euros, mais 5% do que o montante gasto pela petrolífera em 2014 com os seus administradores-executivos. O valor equivale a quase 1% do lucro do grupo.

O relatório de governo da Galp relativo a 2015, agora publicado na Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), mostra que o montante dispendido pela empresa com todo o seu conselho de administração, incluindo os membros não executivos, subiu 3% face a 2014, para 6,64 milhões de euros.

Em 2015 o resultado líquido da Galp traduziu-se num lucro de 639 milhões de euros, mais 71,5% do que no ano anterior.

Olhando apenas para a comissão executiva, o CEO da Galp Carlos Gomes da Silva auferiu em 2015 um total de 1,35 milhões de euros, dos quais 972 mil euros de remuneração fixa, 75 mil de remuneração variável, quase 206 mil em PPR e perto de 111 mil euros noutros benefícios.

Mas a Galp assumiu ainda em 2015 o pagamento de quase 1,2 milhões de euros a Manuel Ferreira de Oliveira, que cessou as suas funções como presidente-executivo da petrolífera em abril.

Na comissão executiva da Galp atualmente em funções, o segundo elemento mais bem pago é Thore Kristiansen, administrador com o pelouro da exploração e produção de petróleo, com mais de 762 mil euros ganhos em 2015.

O presidente não-executivo da Galp e maior acionista da companhia Américo Amorim voltou a não receber qualquer remuneração pelo cargo, tendo, à semelhança de outros anos, doado os montantes que lhe seriam destinados à Fundação Galp Energia. Já a sua filha, Paula Amorim, vice-presidente da Galp, auferiu 44 mil euros.

  • António Mexia ganhou €2,1 milhões em 2015

    Remunerações brutas do presidente-executivo da EDP ultrapassaram os dois milhões de euros no ano passado, incluindo um bónus extra de 360 mil euros que a comissão de vencimentos justifica com as “qualidades de liderança e visão estratégica” do gestor

  • A comissão de vencimentos da EDP, presidida pelo administrador chinês Yang Ya, acaba de propor uma alteração à política de remunerações do grupo que aumenta o teto de vencimentos de António Mexia de 1,9 para 2,5 milhões de euros por ano