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Chineses aprovam aumento da remuneração de António Mexia

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A comissão de vencimentos da EDP, presidida pelo administrador chinês Yang Ya, acaba de propor uma alteração à política de remunerações do grupo que aumenta o teto de vencimentos de António Mexia de 1,9 para 2,5 milhões de euros por ano

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A política de remunerações da EDP vai mudar e ser mais generosa para com o conselho de administração executivo. O limite anual de remunerações do presidente executivo, António Mexia, irá subir dos 1,9 milhões de euros hoje em vigor para 2,5 milhões de euros. Mas os critérios de avaliação do desempenho dos gestores serão diferentes dos atuais.

O aumento consta da proposta que a comissão de vencimentos da EDP irá submeter à apreciação da assembleia geral de acionistas que a elétrica realizará a 19 de abril. Uma proposta que é assinada por Yang Ya, um dos representantes da China Three Gorges (CTG), maior acionista da EDP, com 21,35% do capital.

O vencimento fixo anual de António Mexia, pelo menos até 2017 (termo do seu atual mandato), passará a ser de 800 mil euros em termos brutos, um valor acima dos 600 mil euros de valor fixo anual que está em vigor. A comissão de vencimentos explica que tal valor "posiciona essa componente remuneratória abaixo da média", após um estudo comparativo com outras empresas do sector.

Já o administrador financeiro da EDP (Nuno Alves) e o presidente executivo da EDP Renováveis (João Manso Neto) passarão a ter uma remuneração fixa anual, em termos brutos, de 560 mil euros cada, sendo que a remuneração máxima total destes dois gestores, incluindo prémios, poderá ascender, no seu conjunto, a 3,6 milhões de euros.

Globalmente, os encargos que a comissão de vencimentos propõe como valor máximo de remunerações anuais para o conselho de administração executivo serão de 13,9 milhões de euros, acima do teto de 11,2 milhões de euros da política remuneratória em vigor na EDP.

Há também mudanças nos critérios que vão condicionar a atribuição da componente variável da remuneração de António Mexia e restantes gestores. A nova política remuneratória atribui uma ponderação de 25% ao retorno acionista da EDP face aos índices bolsistas Eurostoxx Utilites e PSI20 (até agora a importância desse critério era de 19%).

Passa a haver também uma ponderação de 20% do indicador "resultado líquido por ação", que até agora não entrava na equação. E o rácio de endividamento face ao EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) contará 15% para a avaliação dos gestores da EDP. Atualmente o endividamento não tinha qualquer peso na ponderação dos prémios dos administradores.

Por outro lado, fatores como o crescimento do EBITDA, o crescimento do lucro e o crescimento da margem bruta da EDP deixam de ser relevantes, por si só, para a avaliação dos prémios a que os gestores terão direito.

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