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Galp vai acelerar cortes de custos na refinação e distribuição

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A empresa reviu em alta, de 100 para 150 milhões de euros, o seu objetivo de corte de custos no negócio de refinação e distribuição de produtos petrolíferos

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A Galp Energia quer intensificar o esforço de redução de custos no seu negócio de refinação e distribuição, aumentando as poupanças face aos objetivos que tinham sido delineados há um ano.

A nova meta da Galp é conseguir na área de refinação e distribuição (em que se enquadram as refinarias de Sines e Matosinhos e a rede de postos de venda de combustível) um corte nos custos operacionais de 150 milhões de euros face aos gastos que essa divisão tinha em 2013.

Até agora a meta de cortes de custos na refinação e distribuição era de 100 milhões de euros, face aos níveis de gastos verificados em 2013.

No final do ano passado a Galp já tinha cumprido 80% daquele objetivo. Ficam agora a faltar 70 milhões de euros de cortes de custos, a concretizar até 2020.

O plano que a Galp apresentou esta terça-feira em Londres a investidores e analistas é omisso quanto às medidas concretas para poupar custos, mas o presidente da petrolífera, Carlos Gomes da Silva, explicou que uma boa parte dos 150 milhões de euros serão conseguidos através de medidas de eficiência energética, reduzindo gastos de energia desnecessários.

O corte de custos, agora intensificado, ocorrerá num contexto de previsível redução das margens de refinação, que fará com que já este ano o resultado agregado dos negócios de refinação, distribuição, gás e eletricidade baixe para menos de mil milhões de euros.

Segundo a Galp, as margens de refinação de referência nos mercados internacionais deverão cair de 5,2 dólares por barril verificados em 2015 para 2,5 dólares por barril em 2020.

O jornalista viajou a Londres a convite da Galp Energia