Siga-nos

Perfil

Economia

Energia

Galp admite voltar a comprar petróleo ao Irão

  • 333

A Galp poderá aproveitar o fim do embargo ao Irão para diversificar as suas compras de crude. E vai também analisar alternativas à Argélia para o aprovisionamento de gás natural quando terminar o contrato que a liga à Sonatrach, em 2020

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A Galp admite voltar a comprar petróleo ao Irão, aproveitando o fim do embargo a este país e o seu interesse em ser uma referência global na exportação de crude.

O presidente executivo da Galp, Carlos Gomes da Silva, reconheceu que o Irão entrará no leque de oportunidades no radar do grupo para o aprovisionamento petrolífero. "O Irão foi sempre um parceiro de longa data da Galp", comentou o gestor num encontro com a imprensa após a apresentação do seu plano para 2020 a analistas financeiros em Londres.

"Analisamos sempre as origens mais competitivas, nas quais se inclui o Irão, quando for um parceiro competitivo e confiável", referiu Carlos Gomes da Silva.

Outro tema que entrará na agenda do grupo é o dos contratos de aprovisionamento de longo prazo de gás natural. O presidente da Galp indicou que o grupo está interessado em encontrar outras fontes de aprovisionamento para abastecer o mercado português, que anualmente consome perto de 4 mil milhões de metros cúbicos de gás natural.

"A estratégia de aprovisionamento tem de ter em conta a segurança de abastecimento e a diversidade de mercados", sublinhou Carlos Gomes da Silva.

Portugal importa gás sobretudo da Argélia e da Nigéria. Um dos contratos de longo prazo que têm a sua validade mais próxima do fim é o relativo à Argélia, que termina em 2020. Quem poderá substituir os argelinos no fornecimento da Galp? "Tudo está em aberto", respondeu o presidente da Galp.

O jornalista viajou a Londres a convite da Galp Energia