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Do algodão se fará luz: a EDP vai eletrificar uma aldeia em Moçambique

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A EDP obteve um financiamento de 1,7 milhões de euros do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente para construir uma pequena rede que tornará auto-suficiente a aldeia de Titimane

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A aldeia de Titimane, no Norte de Moçambique, foi escolhida pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (UNEP, na sigla em inglês) para receber um financiamento de 1,7 milhões de euros para um projeto de eletrificação rural. A iniciativa, que será coordenada pela EDP, utilizará recursos renováveis, como a biomassa e a energia solar, para a produção local de eletricidade.

O projeto consiste na implementação de uma pequena rede elétrica que abastecerá Titimane graças à geração local de eletricidade a partir de painéis solares fotovoltaicos e de uma central de queima de biomassa, que utilizará os resíduos da produção de algodão da região.

A rede incluirá ainda baterias de armazenamento da energia elétrica, que serão complementadas por um sistema de apoio alimentado a gasóleo.

Em comunicado, a EDP anunciou que o projeto já obteve o financiamento de 1,7 milhões de euros que era necessário para pôr o empreendimento em marcha. Uma aposta que irá beneficiar uma comunidade de cerca de 4 mil pessoas, que até agora eram abastecidas de eletricidade essencialmente através de geradores a gasóleo.

A nova rede terá uma operação comercial: a população terá acesso à eletricidade mediante um sistema de pré-pagamento da energia.

"Para a EDP, sendo uma utility integrada, com atividades desde a produção à comercialização, este projeto é mais uma demonstração do vasto leque de competências do grupo. É também resultado do compromisso que assumimos perante as Nações Unidas de contribuir para a concretização dos recém-aprovados Objetivos de Desenvolvimento do Milénio", comentou, no mesmo comunicado, o presidente executivo da EDP.

Esta não é a primeira iniciativa de eletrificação rural em Moçambique envolvendo empresas portuguesas. Há três anos a empresa Self Energy concluiu a instalação de um conjunto de mini-centrais solares fotovoltaicas naquele país africano, para levar eletricidade a regiões remotas e isoladas da rede, num projeto financiado pelo Estado português (IPAD e Fundo Português de Carbono) e apoiado pela União Europeia.