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REN lucrou mais 16,5% até setembro

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Beneficiando da mais-valia na venda de uma participação e de uma redução no custo da sua dívida, a REN aumentou os ganhos dos primeiros nove meses do ano, que ascenderam a 91,6 milhões de euros

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A REN - Redes Energéticas Nacionais registou um resultado líquido positivo de 91,6 milhões de euros entre janeiro e setembro, mais 16,5% do que o lucro obtido em igual período do ano passado, informou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A melhoria do resultado este ano reflete um desagravamento do resultado financeiro da REN, que passou de 79 milhões de euros negativos para 70,5 milhões negativos, espelhando uma diminuição no custo médio da dívida da empresa, que se fixou em 4%. O lucro é também impulsionado pelo encaixe da venda da participação que a REN tinha na espanhola Enagás.

Numa base recorrente (sem efeitos extraordinários), a empresa portuguesa lucrou até setembro 93,3 milhões de euros, o que configura uma queda de quase 12% face aos 106 milhões de euros de resultado recorrente nos primeiros nove meses de 2014.

De janeiro a setembro o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) baixou 0,5%, para 372 milhões de euros.

O presidente da REN, Rodrigo Costa, considera que as contas dos primeiros nove meses do ano "refletem a boa performance financeira e a robustez operacional da empresa, fatores reconhecidos pelas três maiores agências de rating mundiais".

O administrador financeiro da REN, Gonçalo Morais Soares, frisa, por seu turno, que o resultado até setembro "está completamente dentro" do que a equipa de gestão esperava. "Este ano era um ano desafiante em termos financeiros", nota o administrador.

Gonçalo Morais Soares sublinhou, em declarações ao Expresso, que a eventual alteração da perspetiva das agências de rating relativamente a Portugal não deverá ter impactos significativos na REN, uma vez que as receitas reguladas da empresa também são calculadas com base numa taxa que tem em consideração o custo de financiamento do Estado português.

Por outro lado, acrescenta o gestor, a REN dispõe de linhas de crédito e dinheiro em caixa que proporcionam liquidez suficiente para cobrir as necessidades financeiras dos próximos dois anos e meio. "É essa almofada que dá tranquilidade", comenta Gonçalo Morais Soares.