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EDP duplicou capacidade de produção de eletricidade na era Mexia

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O grupo reforçou a sua capacidade de geração de energia sobretudo na área das renováveis e ao longo dos últimos 10 anos pagou aos acionistas dividendos de 6,1 mil milhões de euros

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A EDP duplicou a sua capacidade de produção de eletricidade ao longo da última década, no que a administração de António Mexia classifica como “uma abordagem equilibrada entre crescimento rentável e remuneração acionista”.

Na apresentação desta sexta-feira a analistas financeiros sobre os resultados do terceiro trimestre, a EDP enfatiza o crescimento operacional que tem tido, nomeadamente o facto de este ano chegar a 24,7 gigawatts (GW) de capacidade instalada, o dobro dos 12,3 GW que tinha em 2005, o ano anterior à entrada de António Mexia para o lugar de presidente executivo da EDP.

A transformação do perfil operacional da EDP no domínio da produção de eletricidade levou a que o grupo tenha passado de uma exposição de 47% às energias renováveis (hídrica, eólica e solar) em 2005 para 70% em 2015.

Ao longo da última década, nota também a administração de António Mexia, já foram distribuídos aos acionistas dividendos de 6,1 mil milhões de euros. Hoje a empresa mantém a intenção de distribuir anualmente aos investidores um dividendo mínimo de 18,5 cêntimos de euro por ação.

Embora já tenha duplicado a capacidade de produção durante a liderança de Mexia, a elétrica portuguesa espera reforçar ainda mais os seus meios de geração de eletricidade, devendo entre 2015 e 2017 instalar um total de 4,1 GW de nova capacidade (com destaque para 1,5 GW de potência hídrica em Portugal e 2,1 GW de capacidade eólica pelo mundo fora).