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Lucro da EDP caiu 4%, para 736 milhões de euros

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A elétrica presidida por António Mexia faturou mais nos primeiros nove meses do ano, mas as perdas cambiais e o maior encargo na distribuição de resultados a outros investidores fizeram baixar o lucro da EDP, de 766 para 736 milhões de euros

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O lucro da EDP nos primeiros nove meses do ano cifrou-se em 736 milhões de euros, menos 4% do que no mesmo período do ano passado, informou o grupo liderado por António Mexia em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A queda do resultado atribuível aos acionistas da EDP foi resultado de perdas cambiais mas também de um aumento do valor dos interesses minoritários, que disparou 69%, para 240 milhões de euros, e que foi influenciado pela distribuição de resultados a terceiros no Brasil e na EDP Renováveis (que tem feito uma série de vendas de participações minoritárias nos seus ativos).

Mas se os resultados forem corrigidos de efeitos não recorrentes, o lucro da EDP teria sido menor, caindo 18%, para 564 milhões de euros, explica a companhia no seu comunicado ao mercado.

A margem bruta da EDP nos primeiros nove meses do ano cresceu 5%, para 4060 milhões de euros, mas os resultados financeiros, entre outros fatores, praticamente anularam esse crescimento: o resultado financeiro agravou-se em 38%, passando de 453 para 626 milhões de euros, o que a EDP explica com a valorização do dólar face ao euro e face ao real e a atualização do valor da participação no BCP e das posições cambiais da EDP.

No final de setembro a dívida líquida da EDP ascendia a 17,3 mil milhões de euros, um valor ainda superior aos 17 mil milhões de euros com que o grupo tinha encerrado o ano 2014.