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ERSE aprova negócio de compra da Iberwind por grupo chinês

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Regulador da energia concluiu que a aquisição da segunda maior empresa portuguesa de energia eólica pelo grupo Cheung Kong não levanta ameaças no plano concorrencial

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) deu um parecer favorável à operação de aquisição da Iberwind, uma das maiores empresas portuguesas de energia eólica, por parte do grupo chinês Cheung Kong.

O negócio, anunciado a 2 de outubro, prevê a saída da Magnum Capital (que tem entre os seus sócios João Talone) e restantes acionistas da Iberwind, que passará a ser integralmente controlada pelo grupo com sede em Hong Kong. A operação foi feita por mil milhões de euros.

Os 31 parques eólicos da Iberwind têm uma potência de 680 megawatts (MW), tendo no ano passado produzido 14% da energia eólica gerada em Portugal. A ERSE decidiu não se opor à operação por considerar que ela não constitui um reforço de uma posição já existente, uma vez que o grupo asiático não detinha ainda nenhum ativo de energia em Portugal antes deste negócio.

A compra da Iberwind é uma das maiores transações dos últimos anos no sector energético nacional, tendo ocorrido num período em que outros ativos eólicos em Portugal mudaram de mãos, como foi o caso da venda da operação portuguesa da Enel Green Power e de uma participação minoritária dos negócios lusos do grupo francês EDF.