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Procura de petróleo da OPEP deverá crescer 3,4% no próximo ano

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Organização dos Países Exportadores de Petróleo estima que o consumo do seu crude crescerá em 2016 acima da média mundial

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

No próximo ano a procura de crude produzido nos países que integram a OPEP (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) deverá crescer 3,4% face aos níveis atuais de procura, estima a organização no seu boletim mensal, divulgado esta segunda-feira.

A OPEP prevê que em 2016 a procura de petróleo oriundo destas geografias ascenderá a 30,3 milhões de barris por dia, mais um milhão de barris do que a procura estimada para o corrente ano.

Quanto à procura mundial de petróleo, o crescimento será mais ligeiro, em torno de 1,4%, cifrando-se em 2016 num consumo global de 94 milhões de barris por dia.

Em agosto, segundo o relatório mensal da organização, a produção petrolífera na OPEP teve um crescimento marginal de 13 mil barris por dia face ao nível de produção de julho. No último mês a produção da OPEP situou-se em 31,54 milhões de barris por dia.

Embora a procura de petróleo esteja a crescer globalmente, o ritmo de crescimento da produção desta matéria-prima tem aumentado de forma significativa, gerando excedentes cuja acumulação tem provocado, no último ano, uma queda da cotação internacional do crude.

O levantamento das sanções internacionais sobre o Irão, que permitirá a este país voltar a exportar petróleo para diversas geografias, tem sido outro dos fatores a contribuir para a queda da cotação do crude.

A OPEP integra países produtores de crude como a Argélia, Angola, Irão, Iraque, Arábia Saudita, Venezuela, entre outros.

Considerando apenas a variação entre julho e agosto, os maiores aumentos de produção na OPEP verificaram-se na Nigéria e na Arábia Saudita (que passaram a produzir em média mais 70 mil e mais 30 mil barris diários, respetivamente). Em contrapartida, as maiores quedas de produção verificaram-se no Iraque (menos 86 mil barris diários entre julho e agosto) e em Angola (menos 35 mil barris por dia).