Siga-nos

Perfil

Economia

Energia

Lucros da EDP caem 7% para 587 milhões de euros

  • 333

A elétrica presidida por António Mexia até melhorou a sua margem operacional, mas a valorização do dólar penalizou o resultado financeiro do grupo, que, ainda assim, lucrou 587 milhões de euros até junho

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A EDP apresentou nos primeiros seis meses do ano um lucro de 587 milhões de euros, menos 7% do que no primeiro semestre do ano passado, uma queda influenciada, segundo a empresa, pelo impacto desfavorável da desvalorização do euro face ao dólar, que penalizou o resultado financeiro do grupo, e também pela entrega de mais lucros da EDP Brasil aos acionistas minoritários desta subsidiária.

De janeiro a junho a margem bruta da EDP até melhorou 2%, alcançando os 2750 milhões de euros. E o EBITDA (resultado antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) subiu 7% face ao ano passado, para 2131 milhões de euros, beneficiando de alguns fatores extraordinários (como um ganho na compra de uma participação na central termoelétrica de Pecém, no Brasil, e o efeito da venda de ativos de gás em Espanha).

Excluindo os fatores extraordinários, o EBITDA da EDP numa base recorrente subiu 1% no primeiro semestre, para 1747 milhões de euros.

Foi nos resultados financeiros que a elétrica presidida por António Mexia viu o primeiro semestre evoluir em sentido desfavorável, já que nesta rubrica a EDP contabilizou um impacto negativo de 364 milhões de euros, que compara com o resultado financeiro negativo de 245 milhões de euros no primeiro semestre de 2014.

Para este agravamento do resultado financeiro contribuiu, explica a EDP, o impacto cambial da dívida financeira que a EDP contratou em dólares, que agravou a fatura com juros da companhia portuguesa.

A desvalorização do euro face ao dólar acabou por também ter impacto na dívida líquida do grupo, que voltou a agravar-se nesta primeira metade de 2015, chegando a 17,7 mil milhões de euros no final de junho, contra 17 mil milhões em dezembro de 2014. A aquisição de 50% da central de Pecém, no Brasil, também levou ao aumento da dívida da EDP este ano.

A empresa fechou o primeiro semestre com um investimento de 544 milhões de euros, menos 14% do que no mesmo período do ano passado.