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Presidente da Galp prevê maior concentração no mercado de combustíveis

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Carlos Gomes da Silva vê com naturalidade o encerramento de mais postos de combustível em Portugal, dado que em média o volume de vendas por cada estabelecimento está aquém dos níveis registados no resto da Europa

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

O presidente executivo da Galp Energia, Carlos Gomes da Silva, antevê que o mercado de combustíveis rodoviários em Portugal se torne mais concentrado do que é hoje, o que poderá implicar o encerramento de postos de menor dimensão.

Na conferência de imprensa realizada esta segunda-feira para apresentação dos resultados do primeiro semestre Carlos Gomes da Silva afastou a possibilidade de a Galp aumentar a sua rede de postos de combustível. “Não temos perspectivado abrir mais postos no país”, declarou o presidente executivo da Galp.

“As vendas médias por posto em Portugal têm um valor que é dos mais baixos da Europa. A tendência no mercado será ter redes mais concentradas, com um valor de vendas maior por posto”, comentou Carlos Gomes da Silva. De acordo com o mesmo responsável, as vendas médias por posto em Portugal rondam hoje os 2 milhões de litros por ano, enquanto a média europeia anda em torno dos 2,5 a 2,7 milhões de litros por ano.

Segundo o gestor, ao encerrar postos de menor dimensão, o mercado dará aos restantes estabelecimentos mais consumo. Dessa forma, estes estabelecimentos poderão conseguir maiores economias de escala e proporcionar ao consumidor final mais benefícios, defendeu Carlos Gomes da Silva.

Sobre o encerramento de uma dezena de postos na rede Galp no primeiro semestre deste ano (face a junho do ano passado), o presidente da petrolífera classificou essa evolução como “absolutamente normal num contexto de altíssima concorrência”.

Carlos Gomes da Silva assinalou ainda que “hoje há muitos postos que são aguentados por empresários individuais que só os mantêm porque já têm o investimento feito e em muitos casos se trata de um negócio de família”.

Relativamente à estratégia do Governo para obrigar as gasolineiras a disponibilizar combustível simples, o presidente da Galp está convencido de que a medida governamental teve pouco impacto nos consumidores. “Não sentimos grandes alterações”, referiu Carlos Gomes da Silva.