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Falta de chuva e pouco vento “empurram” renováveis para mínimos de três anos

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António Pedro Ferreira

Redução da produção de energia hídrica acaba por ser substituída pela produção de eletricidade a partir de combustíveis fósseis

Ao longo dos primeiros seis meses deste ano, 54,2% da eletricidade produzida em Portugal teve origem em fontes renováveis. Esta foi a contribuição mais baixa verificada nos últimos três anos, de acordo com dados hoje revelados pela APREN – Associação de Energias Renováveis.

A conjugação da baixa pluviosidade, que se tem verificado desde o início do ano, com o início da época de verão “tipicamente caracterizada por fraca eolicidade” (menos horas de vento que o normal) terá estado, segundo a APREN, na origem daquela percentagem da eletricidade verde no conjunto da eletricidade produzida.

Na decomposição por formas de produção, a APREN nota que em primeiro lugar surge a hídrica (barragens), com uma quota de 23,9% (21,8% repartidos pela grande hídrica e 2,1% pelas pequenas barragens), seguida da energia eólica, com uma contribuição de 23,7%.

Surgem depois as restantes tecnologias, com 5% para a biomassa e 1,5% para a solar fotovoltaica. “Como tem sido recorrente, destaca-se a tecnologia solar fotovoltaica, que, apesar da baixa contribuição, atinge o seu registo máximo, continuando a mostrar a uma tendência de crescimento”, conclui a APREN.

A redução da produção de energia hídrica acaba por ser substituída pela produção de eletricidade a partir de combustíveis fósseis, principalmente o carvão, que, segundo a APREN, “tem apresentado preços mais competitivos que o gás natural”.