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Petrobras corta plano de investimento em 37%

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A petrolífera estatal brasileira prevê investir o equivalente a 116,5 mil milhões de euros nos próximos cinco anos e acelerar as operações de venda de ativos. 

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A Petrobras, petrolífera estatal brasileira que mantém várias parcerias com a Galp, projeta para o período de 2015 a 2019 investimentos totais de 130,3 mil milhões de dólares, o equivalente a 116,5 mil milhões de euros, o que implica um corte de 37% face ao anterior plano de investimento. 

O novo plano, explica a Petrobras em comunicado, "tem como objetivos fundamentais a desalavancagem da companhia e a geração de valor para os acionistas". 

Do investimento global para os próximos cinco anos, uma fatia de 83% dirá respeito ao negócio de exploração e produção de petróleo (na sua larga maioria serão investimentos no Brasil, embora esteja também prevista a aplicação de recursos no mercado internacional). Os restantes 17% serão investimentos na distribuição, em gasodutos e noutras áreas. 

A par com o corte no volume de investimentos, a Petrobras tenciona acelerar as operações de desinvestimento nos seus ativos, esperando em 2015 e 2016 encaixar 15,1 mil milhões de dólares (13,5 mil milhões de euros) com esse tipo de transações. 

Em março a Galp Energia, que tem no Brasil a maior parte dos seus investimentos no curto e médio prazo, também apresentou ao mercado uma revisão em baixa do seu plano de investimento. 

Para o período de 2015 a 2019 a Galp pretende investir entre 1,2 e 1,4 mil milhões de euros por ano, um ritmo que fica 20% abaixo do investimento que tinha sido estimado para o período de 2014 a 2018, que era de 1,5 a 1,7 mil milhões de euros por ano. 

No caso da Petrobras, o corte no nível de investimento está não só ligado à queda da cotação internacional do petróleo registada desde o final do ano passado, mas também espelha as perdas financeiras que a companhia estatal brasileira reconheceu depois do escândalo "Lava-Jato", em que diversos fornecedores da Petrobras sobrefaturaram os seus contratos.