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Portugal, Espanha e França formalizam compromisso para reforçar rede elétrica

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Postes de elétricos de alta tensão

Jorge Brilhante

Memorando assinado esta segunda-feira cria um grupo de alto nível tendo em vista investimentos que permitirão à Península Ibérica exportar mais energia renovável para o resto da Europa.

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

Os governos de Portugal, Espanha e França e a Comissão Europeia formalizaram esta segunda-feira o compromisso para o reforço das interligações de eletricidade na região Sudoeste da Europa, através de um memorando de entendimento que vem criar um grupo de trabalho de alto nível para obter os acordos necessários à realização de novos investimentos. 

O memorando assinado no Luxemburgo prevê que o grupo de alto nível deverá reunir-se pelo menos uma vez por ano para discutir o reforço das ligações elétricas entre a Península Ibérica e o resto da Europa, no âmbito das recomendações do Conselho Europeu de outubro de 2014 no sentido de que até 2020 a Península Ibérica alcance com França uma capacidade de interligação equivalente a 10% da capacidade instalada para produção de eletricidade na região. 

O grupo de trabalho agora criado deverá produzir um primeiro relatório sobre as suas atividades e progressos feitos já em setembro deste ano, de acordo com o memorando publicado pela Comissão Europeia. 

A própria Comissão tem prevista a divulgação de um estudo sobre as interligações de eletricidade no Outono e de outro trabalho sobre as ligações de gás natural em dezembro deste ano.

"A energia deve circular livremente em toda a Europa. Essa circulação trará vantagens à União Europeia no seu todo e, designadamente, aos consumidores europeus, reforçará a competitividade da nossa indústria e criará postos de trabalho, protegendo, simultaneamente, o ambiente através de uma melhor utilização de energias renováveis", comentou o comissário europeu da energia, Miguel Arias Cañete. 

O reforço das interligações de eletricidade entre a Península Ibérica e França é uma causa há muitos anos defendida por Portugal e Espanha, já que a reduzida capacidade hoje existente na região dos Pirinéus tem limitado a possibilidade de a Ibéria funcionar de forma totalmente integrada com os mercados de energia do Centro da Europa. 

Ao aumentar a capacidade de interconexão com França, Portugal e Espanha terão condições para exportar para o resto da Europa maiores volumes de energia, nomeadamente eletricidade de origem renovável, que, em alguns momentos, excede as necessidades de consumo local.