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REN aumenta lucro do primeiro trimestre em quase 50%

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Na apresentação das suas contas trimestrais, a empresa presidida por Rodrigo Costa revela que a venda da sua participação na congénere espanhola Enagása permitiu aumentar o resultado líquido do trimestre

Jose Ventura

Presidida por Rodrigo Costa, a empresa Redes Energéticas Nacionais encaixou mais de 20 milhões de euros com a venda da sua participação na espanhola Enagás, o que impulsionou o resultado nos primeiros três meses do ano.

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

A REN - Redes Energéticas Nacionais fechou o primeiro trimestre deste ano com um lucro de 39,4 milhões de euros, mais 49,8% do que em igual período do ano passado, informa a empresa em comunicado ao mercado.

Na apresentação das suas contas trimestrais, a empresa presidida por Rodrigo Costa revela que procedeu à venda da sua participação na congénere espanhola Enagás, operação que proporcionou à REN um ganho de 20,1 milhões de euros, o que permitiu aumentar o resultado líquido do trimestre. 

Esta receita extraordinária foi, no entanto, contrabalançada pelo impacto negativo da Contribuição Extraordinária sobre o Sector Energético (CESE) e pelo menor retorno associado à remuneração dos seus ativos regulados, quer de eletricidade quer de gás natural.

No primeiro trimestre deste ano, e por comparação com o mesmo período de 2014, a REN viu a sua remuneração na eletricidade cair 11,1 milhões de euros, tendo as receitas no gás natural descido 1,7 milhões de euros.

Numa base recorrente, sem os efeitos extraordinários (como o da venda da participação na Enagás), o lucro da REN até março teria sido de 30,3 milhões de euros, menos 8,8% que no ano passado.

No primeiro trimestre, a empresa reportou ainda um recuo de 12% no seu investimento, para 8,4 milhões de euros, enquanto a dívida líquida se manteve estável em torno de 2,37 mil milhões de euros.