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Investimento imobiliário em Portugal mais que duplicou em 2014

FOTO TIAGO MIRANDA

O investimento imobiliário não habitacional em Portugal cresceu 130%, para 715 milhões de euros, em 2014, com o comércio de rua em destaque, segundo um levantamento feito pela multinacional de consultoria imobiliária JLL.

O investimento imobiliário em Portugal, na sua vertente não habitacional, cresceu 130% em 2014, para os 715 milhões de euros, contra 312 milhões em 2013.

Os dados, agora revelados pela consultora internacional JLL, indicam ainda que só no segmento dos edifícios de escritórios, a taxa de crescimento terá rondado os 40% e que no comércio de rua há a assinalar a ocupação de mais de 30 novas lojas nas principais zonas de Lisboa.

No segmento classificado como 'de investimento', que diz respeito à transação de imóveis (geralmente ocupados ou em vias de ocupação) e que pressupõem uma determinada rentabilidade, a JLL destaca que 86% do volume investido ao longo do ano é de origem estrangeira. China, Estados Unidos da América, Reino Unido, Brasil, Espanha e também Rússia estão entre os principais países que agora investem no mercado imobiliário português.

A JLL garante que os investidores chineses estão entre os mais dinâmicos, pois, além do sector residencial e de reabilitação (fora do volume registado), compram também edifícios de escritórios.

Pedro Lencastre, diretor-geral da JLL Portugal garante que o volume de investimento registado em 2014 "confirma uma retoma plena do mercado imobiliário nacional e da sua projeção internacional, já que a quase totalidade deste volume foi transacionado por investidores estrangeiros".

O mesmo responsável refere ainda que "os preços competitivos aliados a rentabilidades elevadas e às perspetivas de melhoria das condições económicas vão continuar a estar na base da aposta que os investidores fazem em Portugal". "Contudo, já começa a assistir-se a alguma escassez do lado da oferta em termos de adequação aos requisitos da procura, pelo que a 'pequena' dimensão do nosso mercado poderá limitar uma retoma que poderia ser ainda mais expressiva", acrescenta.

Entre as principais transações, a JLL destaca a venda de um portefólio de imóveis, maioritariamente de logística e retalho, detido pela ESAF; os edifícios da EDP situados no Marquês de Pombal, adquiridos por um fundo institucional americano, e ainda um portefólio de supermercados Pingo Doce adquiridos por um fundo francês. As outras duas transações de relevo concretizadas em 2014 incluem a venda do outlet Freeport e do centro comercial Alegro Alfragide.