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Há uma obra portuguesa nomeada para um prémio internacional de arquitetura

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O Arquipelago Contemporary Arts Center nos Açores está nomeado para o prémio internacional de arquitetura promovido pelo Royal Institute of British Architects. O vencedor do concurso será anunciado no final deste ano

Manuel Cavazza

A antiga destilaria e fábrica de tabaco da Ribeira Grande, na ilha de São Miguel (Açores) está nomeada para o prémio internacional do Royal Institute of British Architects, que distingue o "edifício mais significante e inspiracional do ano" a nível mundial.

São 30 os candidados ao prémio, com origem 20 países, entre 50 (países) que se candidataram incialmente. A lista final foi hoje divulgada pelo instituto inglês de arquitetos e inclui projetos desde Baku, no Azerbaijão, a Büyükçkmece, na Turquia, a Bien Hoa City, no Vietname, até São Miguel, nos Açores.

O Centro de Artes Contemporâneas - assim se chama a obra agora selecionada - foi reconvertido em 2009 pelos arquitetos Francisco Vieira de Campos e Cristina Guedes, da Menos é Mais Arquitectos Associados, e por João Mendes Ribeiro.

Cristina Guedes diz que "esta nomeação é um reconhecimento da qualidade do trabalho de uma vasta equipa de uma obra que se pretende coletiva. Trata-se de uma oportunidade excecional de divulgar o valor de um projeto local - o arquipélago dos Açores - a nível global".

Durante o processo de seleção não houve restrições quanto à escala, orçamento ou programa de cada projeto. A presidente da organização inglesa, Jane Duncan, disse, à televisão norte-americana CNN, que ser nomeado ou ganhar este prémio "não é apenas uma palmadinha nas costas, é uma enorme oportunidade para a publicidade e celebração".

Numa primeira fase serão visitados os 30 projetos selecionados ao longo deste verão, só depois escolher-se-ão 20 vencedores. Depois, haverá 6 finalistas, entre os quais um será o grande vencedor do concurso.