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Ministro austríaco diz que é preferível "planear" saída da Grécia do euro

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"Todos percebemos, incluindo a Grécia, que um acidente representa o problema maior. Se houvesse uma espécie de saída ordeira, então poder-se-ia discutir como fazê-la", defende o ministro das Finanças austríaco, Hans Joerg Schelling

Leonhard Foeger/Reuters

Hans Joerg Schelling, ministro das Finanças, disse esta quarta-feira na rádio austríaca que uma saída da Grécia do euro "ordeira e planeada" pode ser discutida e que é preferível a um saída por "acidente".

Em virtude da incerteza sobre o curso das negociações entre a Grécia e os credores oficiais dos resgates pela troika, a probabilidade de uma saída do país de membro do euro tem subido. A palavra Grexit (contração de Grécia com saída) é amiúde referida pelos analistas e o ministro das Finanças alemão chegou mesmo a popularizar a possibilidade de uma saída por "acidente" (Grexident ou Graccident).

Esta quarta-feira, o ministro das Finanças austríaco, Hans Joerg Schelling, disse à rádio ORF do seu país que "todos percebemos, incluindo a Grécia, que um acidente representa o problema maior. Se houvesse uma espécie de saída ordeira, então poder-se-ia discutir como fazê-la", segundo a edição em inglês do jornal grego online "Kathimerini".

Na terça-feira, o ministro das Finanças belga Johan Van Overtveldt, disse à revista alemã "Spiegel" que uma saída do euro pela Grécia é "possível", mas que "pode ser gerida". A agência OpenEurope refere que o Banco de Inglaterra, o banco central britânico, tem insistido com os bancos que supervisiona para que tenham planos de contingência para a eventualidade de uma Grexit.

Na mais recente sondagem publicada pelo jornal grego "Protothema", 54,7% dos inquiridos acreditam que um evento de crédito (um incumprimento na dívida soberana) pode acontecer e 52,6% consideram que a saída do euro é possível.