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Finanças gregas arrecadam 30 a 35 milhões de euros de devedores

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A entrada em vigor da nova lei sobre pagamento de dívidas ao Fisco e Segurança Social já levou 140 mil contribuintes a aproveitar a amnistia de juros, coimas e multas até final de março.

O Tesouro grego arrecadou entre 30 a 35 milhões de euros no primeiro dia de entrada em vigor da lei de amnistia fiscal, o que levou 140 mil devedores às repartições de Finanças e da Segurança Social. Os organismos públicos tinham notificado na segunda-feira por correio eletrónico 500 mil devedores e deverão ter motificado esta terça-feira mais 500 mil.

O Parlamento grego aprovou já na madrugada de sábado passado uma lei de amnistia de juros, coimas e multas a todos os pagamentos em dívida ao Fisco e Segurança Social que se efetuem até final de março. A lei permite pagamentos até 100 prestações a todos os outros devedores que queiram saldar as dívidas. A meta de curto prazo é conseguir que cerca de 3,5 milhões de contribuintes - individuais e pessoas coletivas - com dívidas até 3000 euros aproveitem a amnistia até final de março.

No total, a divida ao Fisco ascende a 76 mil milhões de euros e à Segurança Social mais 21,5 mil milhões de euros que não foram cobrados pelos governos anteriores. O equivalente a 54% do PIB atual. Com a devolução de impostos e cobrança de multas e coimas, o governo de Alexis Tsipras espera arrecadar 3 mil milhões de euros até final de junho, o prazo limite da extensão do atual resgate europeu. O total que o governo estima poder ser recuperado ascende a 8,9 mil milhões no que respeita ao Fisco.

Por outro lado, o ministro encarregado da luta contra a corrupção, Panagiotis Nikoloudis,  referiu ao jornal britânico "The Times" que serão investigados 80 mil cidadãos gregos que detêm depósitos no estrangeiro com valores superiores a 200 mil euros e que não os declararam ao Fisco. O montante em dívida por parte desta fuga ao Fisco deverá totalizar 2,5 mil milhões de euros. O ministro referiu que a famosa lista original conhecida como "Lista Lagarde" entregue ao governo grego em 2010, e contando com 2000 nomes, era apenas "a ponta do icebergue", uma espécie de "nota de pé de página", ironizou.