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Cinco meses depois juros da dívida caem abaixo dos 6%

Desde 5 de junho de 2013 que os juros das Obrigações do Tesouro a 10 anos não registavam valores abaixo dos 6%.

As yields das Obrigações do Tesouro (OT) no prazo a 10 anos desceram dos 6% desde o meio da manhã no mercado secundário da dívida. Um nível que já não se registava desde 5 de junho. Chegaram a um mínimo de 5,89%, segundo dados da Investing.com. Fecharam em 5,9%.

Refira-se que as yields das OT a 10 anos atingiram, este ano, um mínimo de 5,23% a 20 e 21 de maio, quase duas semanas depois da emissão sindicada de dívida a dez anos. Depois desse mínimo ocorreu o impacto negativo do anúncio da alteração da política monetária norte-americana (no sentido da redução e suspensão do programa de estímulos monetários pela Reserva Federal) a 22 de maio e a crise governamental portuguesa de julho.

As yields das OT a 5 anos desceram, hoje, do patamar dos 5%, o que, também, já não se registava desde o princípio de junho. Registaram um valor de fecho de 4,868%.

Em virtude da descida das yields das OT a 10 anos, o prémio de risco da dívida portuguesa em relação à alemã reduziu-se para 4,16 pontos percentuais, segundo dados da Datosmacro. No final de outubro estava em 4,53 pontos.

A trajetória de descida no prazo a 10 anos verificou-se, também, no caso das obrigações gregas (que fecharam em 8,36%) e eslovenas (que fecharam em 6,22%).

Nos restantes países periféricos, as yields subiram hoje naquela maturidade. No caso dos títulos irlandeses, as yields fecharam em 3,61%; são as mais baixas entre os periféricos da zona euro. As relativas às obrigações espanholas fecharam em 4,16% e as relativas às obrigações italianas em 4,21%.

Distância entre Portugal e Grécia encurta-se no risco

Como foi referido a 4 de novembro, Portugal saiu do "clube" das economias com maior probabilidade de incumprimento da dívida num horizonte de cinco anos. Entretanto reentrou hoje para o 10º lugar, desalojando El Salvador.

Contudo, o risco atual é de 26,27% e o preço dos credit default swaps (seguros contra o risco de incumprimento) é de 347,5 pontos base, segundo dados da S&P Capital IQ, valores inferiores aos registados a 4 de novembro, aquando da saída. Em suma, apesar da reentrada no "clube", o nível de risco é menor. A trajetória é de melhoria e Portugal poderá voltar a ser substituído por El Salvador no "clube". A evolução do risco dos dois países durante o resto da semana determinará se Portugal se livra, de vez, deste grupo.

A Grécia encontra-se em 9º lugar com um nível de risco de 31,75%. No final de outubro, o risco da dívida grega era superior a 38%. A diferença entre o risco grego e português encurtou-se desde então: de 9,76 pontos percentuais para 5,48.

Um outro país da zona euro, resgatado pela troika, integra o"clube", o Chipre, que conserva a 2ª posição, com um risco superior a 55%, logo a seguir à Argentina, o líder.