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Banco suíço diz que probabilidade de bancarrota grega está entre 50 e 60%

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FOTO ARIS MESSINIS/AFP/Getty Images

A UBS divulgou uma análise em que a probabilidade de um acordo total entre a Grécia e o Eurogrupo é de 10%. Mas considera que uma saída do euro tem uma probabilidade de apenas 20 a 30%.

A probabilidade de um incumprimento da Grécia junto do Fundo Monetário Internacional (FMI) ou de um default no pagamento de juros de obrigações gregas é de 50 a 60%, segundo uma análise da UBS para ambos os eventos que a edição online do "Business Insider" divulgou esta terça-feira.

Nos cenários que o banco suíço desenvolveu, a probabilidade do Tesouro grego não conseguir refinanciar a dívida de curto prazo a 3 e 6 meses é de 30 a 40%. O avanço para o controlo de capitais tem uma probabilidade de 30 a 40%.

Apesar do risco elevado de um evento de crédito (de um incumprimento mesmo que parcial e seletivo), a saída da Grécia da zona euro (o que se tem designado de Grexit, mas que os analistas gregos têm batizado de Grexodus, a partir da palavra êxodo de origem grega) tem uma probabilidade de apenas 20 a 30%.

Quanto ao desenrolar das negociações entre a Grécia e o Eurogrupo, que deverão ser traduzidas até final de abril num acordo sobre um programa de medidas de reforma, as probabilidades avançadas pela UBS dão 0 a 10% para um acordo total. Contudo, uma rutura nas negociações recolhe, apenas, 20 a 30%. Assim, os cenários com probabilidade mais elevada são dois: um acordo parcial que permita algum desembolso parcial da tranche do resgate em atraso ou a continuação das negociações, ambos com 30 a 40% de probabilidade.

Recorde-se que o Tesouro grego tem de pagar 3,1 mil milhões de euros este mês em reembolso ao FMI (já na próxima quinta-feira num montante de 458 milhões de euros), refinanciamento de Bilhetes do Tesouro (a maior fatia de 2,4 mil milhões de euros) e juros de obrigações (284,1 milhões de euros). O grosso dos pagamentos concentra-se entre 14 e 17 de abril.

No entanto, um dos analistas ouvidos pelo Expresso, Yannis Koutsomitis, em entrevista publicada no diário desta terça-feira, considera que o mês crítico vai ser maio, havendo ainda almofadas para resolver as responsabilidades de abril.