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Austeridade está a resultar segundo 2% dos portugueses

Para 60% dos inquiridos em 27 países da União Europeia, há melhores alternativas. Em Portugal essa opinião sobe para 81%.

Uma maioria significativa dos europeus inquiridos numa sondagem pela Gallup considera que há "melhores alternativas" à austeridade. Nos países do "sul" a oposição é ainda mais ampla: 94% dos gregos, 81% dos portugueses, 80% dos espanhóis e 77% dos cipriotas. No caso da Irlanda, outro dos países resgatados pela troika, 55% são dessa opinião.

Mais de metade dos inquiridos - 51% - acha que a austeridade falhou na resolução da crise. Pouco mais de um terço é de opinião que funciona, mas que "demora tempo". Apenas 5% afirmam que está a dar bons resultados.

No caso dos respondentes portugueses, 68% acham que a austeridade não funciona, 26% acham que sim mas que leva tempo, e 2% opinam que sim. O contraste com a Irlanda é nítido: 42% acham que não, 36% que sim mas leva tempo, e 10% que sim. A diferença para 100% corresponde aos que não responderam ou não sabem responder.

Alemanha é o beneficiário

Perguntados sobre quem está a beneficiar com estas políticas, 67% assinalaram "apenas alguns países", com 77% dos respondentes a dizer explicitamente que é a Alemanha e 48% a dizerem que é a França. No caso dos inquiridos portugueses, 84% acham que são "apenas alguns países".

A sondagem foi realizada entre 13 e 23 de setembro para a plataforma Debating Europe e abrangeu 6177 europeus em todos os países da União Europeia, à exceção do Luxemburgo, selecionados proporcionalmente em relação à população de cada país membro. Os resultados foram hoje divulgados pela EurActiv.

Ironicamente, a Comissão Europeia apresenta hoje, pela voz do comissário Lászlo Andor, a sua comunicação sobre a "dimensão social da União Monetária Europeia".