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Gregos e credores oficiais separados por €600 milhões

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A última proposta dos credores oficiais, antes da suspensão das negociações pelo Eurogrupo, e a carta de Tsipras desta quarta-feira aceitando o excel dos credores com “emendas, adições e clarificações” discordam em 0,3% do PIB grego

Jorge Nascimento Rodrigues

A divergência entre credores oficiais e gregos vale um pouco mais de 600 milhões de euros, diz-nos Manos Giakoumis, o analista principal do site grego Macropolis. A comparação baseia-se na carta enviada esta quarta-feira pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras aos credores oficiais e a última proposta destes cuja negociação ficou suspensa por decisão do Eurogrupo que decretou o fim do programa de resgate a 30 de junho e só voltará à mesa depois do referendo no domingo

Os quatro pontos centrais da divergência abarcam a recusa pelos gregos da cláusula de défice zero, que Tsipras pedia para ser suspensa; o pedido de manutenção do regime especial de IVA para as ilhas turísticas (com uma redução de 30% em relação aos novos três escalões propostos de 6%, 13% e 23%), um ponto crucial para a economia grega insular;  um processo gradual de cortes no sector da Defesa atingindo uma redução de 400 milhões de euros só em 2017 (contra a exigência dos credores oficiais para aplicação desse volume de cortes já em 2016);  e a aplicação da reforma do sistema de pensões aprovada em 2012 nunca antes de outubro de 2015.