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Juros da dívida dos periféricos continuam em queda

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Os juros das Obrigações do Tesouro português a 10 anos desceram na abertura desta terça-feira para 2,66% no mercado secundário, regressando a níveis de maio. Contágio grego positivo continua a marcar mercado da dívida soberana

Prossegue a queda das yields nos periféricos do euro no mercado secundário da dívida soberana.

É o efeito no mercado da dívida do pacote Tsipras/Varoufakis com a proposta de subida de receitas orçamentais de 2,3 mil milhões de euros em 48 horas e a ultrapassagem em 0,38% do PIB das próprias metas de poupança orçamental colocadas pelos credores oficiais para este ano e o próximo.

O contágio grego, agora positivo, anima os mercados de capitais, desde 16 de junho. Depois do contágio grego negativo ter empurrado as yields dos periféricos de mínimos históricos em março e abril para picos do ano em meados de junho.

Os investidores esperam, agora, que o Eurogrupo dê luz verde na próxima quarta-feira ao pacote helénico e a cimeira europeia diga que há fumo branco entre a Grécia e os credores oficiais. Apesar do pânico bancário na Grécia (mais de 7 mil milhões de euros retirados dos depósitos em oito dias) e discussões acaloradas no Eurogrupo  e na praça pública sobre a possibilidade de controlo de capitais, os investidores em bolsa e no mercado da dívida estão otimistas.

As yields das Obrigações do Tesouro (OT) português, no prazo de referência a 10 anos, desceram para 2,65% às 9h15. É uma redução de 19 pontos base em relação ao fecho de segunda-feira, que se soma à baixa de 21 pontos base registada ontem. Depois do contágio grego negativo e das alterações no comportamento dos investidores terem gerado, em valores de fecho, a subida das yields de 1,64% a 9 de abril para 3,27% a 15 de junho, a trajetória inverteu-se a partir do momento em que os investidores começaram a apostar que haveria uma convergência de posições entre credores oficiais e governo grego. Depois de um mínimo histórico de 1,51% em março, as yields das OT a 10 anos duplicaram até 15 de junho, e agora regressam a níveis de maio.

A trajetória das yields das obrigações gregas a 10 anos inverteu-se a partir de 18 de junho, depois de um pico do ano registando 13,38%. Abriram esta terça-feira em 11,2% e já desceram para 10,7%.