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Tsipras tem mais duas a três cartas na manga

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YANNIS KOLESIDIS / EPA

Stavros Theodorakis, líder do novo partido de centro-direita Potami, disse à saída de uma reunião com o primeiro-ministro grego que Atenas ainda tem alguns passos de reserva no caso dos credores oficiais terem interesse em chegar a acordo

Jorge Nascimento Rodrigues

“Tsipras ainda tem dois ou três passos que pode dar para quebrar o impasse”, disse Stavros Theodorakis, o líder do novo partido Potami, de centro-direita, ao sair de uma audiência com o primeiro-ministro grego. Alexis Tsipras disse-lhe que ainda havia possibilidade de um acordo se os credores oficiais estivessem interessados, pois teria duas as três cartas na manga que não especificou. O líder do Potamis manifestou a sua disponibilidade para apoiar um acordo com os credores oficiais.

Esta terça-feira à tarde em Bruxelas os cinco presidentes das instituições europeias – Comissão Europeia, Banco Central Europeu, Eurogrupo, Parlamento Europeu e Conselho Europeu – reúnem-se para discutir o impasse grego a 48 horas da reunião do Eurogrupo a 18 de junho e a menos de duas semanas do final da extensão do programa de resgate a Atenas.

Syriza continua à frente e maioria dos gregos quer acordo
Uma sondagem da GPO para a MegaTV revela que o Syriza continua a liderar as intenções de voto com 35,1% contra 23% para a Nova Democracia (ND, o partido de direita que liderou a anterior coligação governamental). Em terceiro lugar surge com 6% o Potami que concorreu pela primeira vez às eleições nas legislativas antecipadas de janeiro.

No entanto, os dois grandes partidos, o Syriza e a ND, perdem em relação aos resultados das eleições – 1,2 pontos percentuais a menos para o partido do governo e 4,8 pontos percentuais para o principal partido da oposição. O Potami segura o seu eleitorado.

Uma maioria folgada dos gregos continua a querer um acordo com os credores oficiais, segundo a sondagem, que revelava que o “sim” atrai 67,8% dos inquiridos. A maioria dos gregos responsabiliza os credores oficiais pelo atual impasse – 56,3% culpam os credores e não o governo de Atenas.