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Capoulas Santos tranquiliza agricultores: pagamentos do PDR serão mantidos

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Ministro da Agricultura dá garantia em Santarém e acusa anterior executivo de não ter executado quaisquer projetos em 2014 e de ter realizado apenas doze por cento o ano passado

Rute Barbedo

Manter o ritmo de crescimento do setor agroalimentar a três por cento (duas vezes superior à economia geral); aumentar o peso relativo das exportações, com ênfase no mercado das frutas e legumes; e equilibrar em valor a balança comercial agrícola num horizonte de cinco anos. Foram estas as prioridades governamentais avançadas pelo ministro da Agricultura, das Florestas e do Desenvolvimento Rural, Luís Capoulas Santos, na conferência "Produtores Nacionais: o desafio da Exportação", organizada pelo Expresso e Intermarché, em Santarém.

Num discurso prolongado, Capoulas Santos aproveitou também a oportunidade para desfazer as polémicas que têm circulado na opinião pública, e que foram debatidas na comissão parlamentar de Agricultura e Mar de ontem, sobre a possível suspensão de pagamentos do Programa de Desenvolvimento Rural (PDR) 2014-2020. Ficou a garantia aos produtores portugueses de que “nenhum pagamento será suspenso, nenhuma medida agroambiental deixará de ser paga” e o programa previsto para 2016 será executado “a cem por cento”. O governante acusou, ainda, o anterior governo de não ter executado quaisquer projetos no âmbito do PDR em 2014 e de ter realizado apenas doze por cento dos projetos no ano passado, “zero no plano do investimento”, pormenorizou.

Ainda sobre a reformulação do PDR, que deverá estar concluído “dentro de duas a três semanas”, como anunciou ontem, Capoulas Santos frisou as alterações na estratégia à plantação de espécies de maior rentabilidade no país. No caso do eucalipto, um dos mais discutidos, o objetivo é “travar a sua expansão desordenada mas aumentar a produtividade”, afirmou hoje, em Santarém. A medida integra-se no plano de recuperação da área florestal perdida (Portugal foi o país da União Europeia que mais sofreu a este nível, com a extinção de 150 mil hectares) no horizonte de duas legislaturas e inclui a aposta no montado e na fileira do pinho.