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Refresque a sua carteira com as melhores cervejas

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Com o calor que tem bafejado Portugal, não faltam empresas cervejeiras na bolsa para refrescar as carteiras dos investidores. Clique para visitar o canal Dinheiro

Luís Caleira Marques (www.expresso.pt)

Com os termómetros a rondarem os 40 graus em Portugal, nada melhor que passar por uma esplanada após o trabalho e desfrutar de uma cerveja bem fresca. Mas ao invés de apenas gastar dinheiro em cerveja, poderá ganhar investindo nas principais empresas cervejeiras mundiais. Em Portugal o setor é dominado por duas marcas, a Super Bock e a Sagres, que lutam ano após ano pela liderança no sector, apostando nas cervejas tradicionais e em novas cervejas com diferentes sabores.

A Sagres é produzida pela Sociedade Central de Cervejas e Bebidas que pertence desde 2008 à multi-nacional holandesa Heineken, terceira maior empresa do sector em termos de receitas. Já a Super Bock é produzida pela Unicer que tem como principais acionistas a Viacer com 56% do capital e a multinacional dinamarquesa Carlsberg, quinta maior, com os restantes 44% do capital.

A maior cervejeira

A liderança deste setor pertence à Anheuser-Busch InBev, empresa que detém marcas famosas a nível mundial tais como a Budweiser, a Stella Artois e a Brahma, que trouxeram para o grupo receitas de 26 mil milhões de euros em 2009. Mais de dois terços das vendas são obtidos no mercado americano, contribuindo a América do norte com 42,13% das receitas e a América latina com 25,97%. Esta percentagem de receitas é explicada pela fusão, em 2008, da Anheuser-Busch com a InBev, companhias que se fundiram para criar o atual líder cervejeiro mundial, sendo que Anheuser-Busch domina aproximadamente metade do mercado norte-americano de cervejas e as brasileiras Antarctica e Brahma possuem uma forte presença na américa do sul.

Para os investidores, as cervejas têm sido duplamente saborosas já que a Heineken valorizou 36,53% nos últimos cinco anos enquanto a SABMiller, produtora da Grolsch, e a Carlsberg valorizaram, respetivamente, 78,6% e 100,16%, no mesmo período. Em relação à Anheuser-Busch InBev, os títulos cotados na Bélgica, onde antes dava pelo nome de InBev, valorizaram 144% nos últimos cinco anos, quase 20% por cada ano.

As ações de companhias de cervejas têm sido bastante lucrativas.

Fonte: Bloomberg. Rendibilidades acumuladas em euros. 1 de julho 2010.

Cenário positivo nos mercados 

Nos mercados financeiros, as quatro empresas são acompanhadas pela JPMorgan Cazenove que apontou os principais riscos associados a cada uma delas. Para a SABMiller, fundada na África do Sul e representante de seis das 15 maiores marcas de cervejas, entre elas a Amstel, o principal risco é a desvalorização da moeda sul-africana, o rand, devido ao peso que este país representa nas suas receitas, 18,52%. A holandesa Heineken obtém mais de 50% das suas receitas nos mercados europeus, podendo refletir-se no seu volume de negócios uma recuperação da economia mais lenta do que o esperado. Já no que diz respeito à Carlsberg, o seu principal risco reside no mercado russo, devido à possibilidade de o governo alterar a carga fiscal sobre as bebidas alcoólicas. Por último o principal risco para a Anheuser-Busch InBev é uma eventual diminuição do volume de cerveja vendida nos mercados norte-americano e brasileiro, os dois pesos-pesados do grupo.

No entanto estes riscos para os analistas que seguem a empresa são largamente compensados pela recuperação da economia mundial que traz com ela o aumento da venda de cerveja. Nestas quatro empresas 79% dos analistas que as seguem recomendam "comprar" ou "manter" as ações, sendo que o maior otimismo verifica-se em relação às ações da Anheuser-Busch InBev, cuja cotação se estima poder subir mais de € 3 nos próximos meses. Os analistas presentes na Bloomberg estão também confiantes quanto às vendas para 2011 que poderão crescer entre os 5%, da Carlsberg, e os 12%, da SABMiller. Quanto a dividendos, as empresas que mais premeiam os seus investidores são a londrina SABMiller e a Heineken.

Os números das bebidas em bolsa.

Fonte: Bloomberg. P/L=preço/lucros de 12 meses por ação. P/L est=P/L estimado 2011.