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Ações europeias em novos máximos

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O índice Stoxx Europe 600 atingiu um novo máximo. E o índice FTSE Eurofirst 300 subiu para o valor mais alto desde julho de 2007. Analistas dizem que há motivos sólidos para estas subidas.  Mas há que estar atento, adiantam.

O índice Stoxx 600, que reúne as maiores empresas europeias, atingiu hoje um novo máximo, ultrapassando o registado em 2000, antes do rebentar da bolha das dot.com.

O índice FTSEurofirst 300 subiu ao valor mais alto de há quase oito anos. A subida das bolsas na Europa é explicada por analistas com indicadores macroeconómicos positivos, fusões e aquisições e o programa de estímulos do Banco Central Europeu (BCE). A isto, junta-se o euro fraco, que favorece as exportadoras europeias, e as baixas taxas de juro.

O índice Stoxx Europe 600 fixou o máximo em 408,88, segundo dados da Thomson Reuters. Desde o início do ano, este índice valorizou 19,4%.

"O enquadramento atual é muito favorável para a Europa. O programa do BCE, o euro fraco, as taxas de juro baixas ajudam. Há um excesso de liquidez. E o BCE ainda só está no começo do seu programa de estímulos", afirma Albino Oliveira, analista da Fincor.

A conjuntura empurra os investidores para ativos de maior risco, como as ações. A Europa sai a ganhar e acolhe, nesta altura, uma onda de entradas de capital, em parte a sair dos Estados Unidos, onde se perspetiva uma subida das taxas de juro este ano.

No entanto, uma nova época de resultados das empresas está a arrancar e há que estar atento. Nem todas as companhias poderão estar à altura do momento positivo.

"Quando a maré sobe leva os barcos todos. Mas depois, há um ou outro que subiu e não devia ter subido", diz Albino Oliveira.

Em Lisboa, o PSI20 subiu hoje 1,96%.