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Novas ações do BCP em queda, BPI despede-se do PSI-20 e afunda-se

BPI despede-se do principal índice bolsista em acentuada queda e BCP mantém-se no vermelho

Esta quinta-feira marca a estreia em bolsa de mais de 14 mil milhões de novos títulos do BCP, em resultado do aumento de capital realizado. Contudo, o dia começou no vermelho: no arranque da sessão, os títulos estiveram a cair praticamente 5%, mas com o passar dos primeiros minutos da manhã, as quebras aligeiraram-se. Às 8h20, as ações perdiam 2,88% (para 14,18 cêntimos), puxando o principal índice bolsista nacional, o PSI-20, para baixo, que cai 0,37%.

A pressão sobre a entrada das novas ações já era esperada pelos analistas, uma vez que os investidores estarão a aproveitar para realizar mais-valias, já que os direitos de subscrição que adquiriram para poderem participar no aumento de capital estão a negociar em desconto face ao preço das ações. Aliás, nas últimas sessões, a tendência tem sido sempre de queda (quase 10% na terça-feira e 7% na sessão desta quarta-feira). A chinesa Fosun é agora o maior acionista do banco presidido por Nuno Amado (24%), depois da operação de aumento de capital, que levou a um encaixe de 1,33 mil milhões de euros para a instituição. A angolana Sonangol manteve-se na segunda posição (cerca de 15%) e a norte-americana BlackRock passou a terceira maior acionista (mais de 3% do capital).

Mas esta quinta-feira marca também a despedida do BPI do PSI-20, que estão a afundar. Às 8h15, as ações do banco caíam 8,57% (para 96 cêntimos), mas chegaram a perder acima dos 15% (depois de, na sessão anterior, terem perdido também 7%). A saída da cotada do principal índice bolsista acontece na sequência da decisão da comissão gestora do PSI-20, depois da apresentação de ontem dos dados da operação pública de aquisição (OPA) do CaixaBank sobre o BPI. O banco catalão conseguiu ficar com 84,5% do BPI, tendo pago 1,134 euros por cada título (644,5 milhões de euros, no total). Apenas 7% do capital do BPI está disperso em Bolsa (a Allianz tem a parcela restante).

Também ontem foi conhecida a saída de Fernando Ulrich da presidência executiva do BPI para o cargo de presidente do conselho de administração ("chairman"). Será o espanhol Pablo Forero a assumir a gestão executiva do banco. Na conferência de imprensa, os líderes do CaixaBank afirmaram que pretendem manter o BPI cotado em bolsa, mas a situação será acompanhada e avaliada. "Temos de ver a médio e longo prazo se a liquidez não for suficiente e se trouxer problemas. Teremos de estudar", afirmou Gonzalo Gortázar, presidente do CaixaBank.

O PSI-20 manter-se-á com apenas 17 cotadas até à nova revisão do índice, que acontece apenas a 20 de março.