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"É preciso melhorar a reputação de Portugal", diz Carlos Moedas

Secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro afirma que "Portugal não está no mesmo saco de outros países do sul da Europa", sublinhando que é necessário corrigir perceções erradas e melhorar a reputação de Portugal.

O secretário de Estado Adjunto do primeiro-ministro, Carlos Moedas, disse que Portugal terá que ser rigoroso no cumprimento do memorando de entendimento e das metas orçamentais.



"Temos que cumprir os nossos objetivos e executar as nossas reformas, mas temos também que comunicar de forma constante o que vamos fazendo e o que vamos alcançando", afirmou Carlos Moedas no encontro 2012 - o ano de rigor, organizado pelo Expresso e o Deutsche Bank  



Segundo o responsável é importante cuidar não só a realidade mas também a perceção, sublinhando que é necessário que Portugal melhore a sua reputação.



"Construir uma boa reputação é uma luta diária ao longo de anos, mas num só dia, num só erro, pode perder-se grande parte desse esforço".



Para Carlos Moedas é um erro acreditar-se que alguns problemas que atingem os países do sul são também comuns a Portugal.



"Não podemos partir do princípio de que cumprir o programa é suficiente. Cumprir o acordo é uma condição necessária, sem dúvida, o mais importante, mas não é suficiente", garantiu.

Reformas estruturais são decisivas 

Portugal, defendeu Carlos Moedas, tem de combater a tendência de "colocar todos os países do sul no mesmo saco" e que não somos capazes de cumprir as nossas obrigações e os nossos compromissos de forma rigorosa e atempada", porque trata-se de uma ideia errada.  



Carlos Moedas realçou ainda o conjunto de reformas estruturais que o Governo está a executar, com destaque para a revisão da lei da concorrência, que deverá ter "efeitos positivos" no investimento.



O secretário de Estado garantiu que o Governo vai aproveitar esta "oportunidade histórica" para "executar as reformas tão faladas e tão prometidas, mas sempre adiadas".



"Queremos que Portugal saia desta crise com a casa arrumada e com melhor capacidade de crescimento e criação de emprego", concluiu.