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Dívida do GES aos balcões do BES não foi discutida pela gestão do BES

António Cotrim/Lusa

Joaquim Goes afirma aos deputados que o papel comercial emitido pelas empresas  do grupo Espírito Santo não foi alvo de decisão da comissão executiva do banco como foi a colocação de obrigações do BES.

Isabel Vicente

Joaquim Goes repete a ideia: tal como disse na semana passada o antigo administrador financeiro do BES , Amílcar Morais Pires, a colocação da dívida do grupo aos balcões do banco não tinha passado pela gestão.

O papel comercial da Espírito Santo International (ESI) foi colocado à venda nos balcões do BES sem que as 10 pessoas respontáveis pela comissão executiva dessem a sua aprovação, uma política contrária à que exigia para a emissão de obrigações do BES. "A aprovação devia ter sido mais aprofundada dada a sua natureza", defende.

Um aspeto que teve relevância até porque a dívida da ESI que Joaquim Goes diz só ter tido conhecimento em novembro e 2013 não foi sujeita a qualquer apreciação, nomeadamente quanto à sua avaliação. A dívida da ESI começou a ser colocada em setembro de 2013 a clientes nas redes comerciais do banco. Como esta também outra dívida do grupo. Este tipo de colocação estava a cargo de um departamento do BES que depois comunicava ao departamento de marketing e as áreas comerciais vendiam.

Nem sempre este tipo de produto passava pela comissão executiva, mas passou pelo  departamento de gestão de poupança cujo responsável  "era o administrador Amilcar Morais Pires " e "no circuito do marketing" era Joaquim Goes, entre outros pelouros, esclareceu. E, acrescentou isso não quer dizer que Amilcar Morais Pires tenha decidido sozinho. 

O "buraco" da ESI ascendia a 2,3 mil milhões de euros, como ficou a saber-se posteriormente.