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"Divergências insanáveis" entre PS e Governo têm de ser ultrapassadas

Teixeira dos Santos considera que Portugal precisa de consenso político. 

Um entendimento entre PS e Governo "será fundamental" para o processo "de transformação" económico e social de que o pais precisa, afirmou esta manhã Teixeira dos Santos. Nesse sentido, as "divergências insanáveis" entre PS e Governo têm pois de ser ultrapassadas. "Divergências insanáveis", recorde-se, foi a expressão usada por António José Seguro há dois dias, no final de uma reunião com Pedro Passos Coelho, que havia sido proposta pelo primeiro-ministro para discutir consensos com o PS.

 

Recordando que Portugal está a celebrar os 40 anos do 25 de Abril, Fernando teixeira dos Santos utilizou um termo de 1974, dos Três Dês: "O que está [hoje] em causa não é o D de democracia nem o D de descolonização, mas o terceiro D, o do Desenvolvimento", afirmou o ex-ministro.



A reforma do Estado, prosseguiu, tem de ser feita e tem de ser feita assegurando a estabilidade das políticas públicas", prosseguiu, pelo que um entendimento entre os partidos depois de eleições tem de ser conseguida. Nomeadamente nas políticas de saúde, de educação, de justiça, listou. "Isso só é possível com um entendimento político."



O antigo governante interveio no Forum das Políticas Públicas, que juntou no mesmo painel quatro antigos ministros das Finanças, do período 2002/2013: Manuela Ferreira Leite, António Bagão Félix, Fernando Teixeira dos Santos e Vítor Gaspar. 



"A Europa, e dentro da Europa os países com dívida [pública] mais elevada, como Portugal, vai ter de enfrentar o problema da dívida", afirmou ainda Teixeira dos Santos, para quem o problema não é apenas português ou grego, é sim um problema de crescimento de toda a Europa, onde o nível de dívida pública é neste momento de 97% do produto. "É esse o mérito do manifesto da semana passado", prosseguiu, o de invocar um tema que não pode ser esquecido.