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Spreads: o que dizem os preçários em Abril

Desde o início de Fevereiro, três dos principais bancos nacionais subiram os spreads nos créditos à habitação. Para quem vai comprar casa isso pode ser significado de um fardo mais pesado durante uma vida. Clique para visitar o canal Dinheiro

Nuno Alexandre Silva

No início de Fevereiro, e numa altura em que o custo da dívida portuguesa subia nos mercados internacionais arrastados pela crise grega, lançaram-se os dados para o que podia estar para vir nos empréstimos dos portugueses juntos dos bancos. Agora, em Abril, já é possível perceber que três dos maiores bancos a operar em Portugal fizeram subir a sua margem nos novos contratos para compra de casa. O Santander Totta, que tinha um dos limites mínimos de spread mais baixos deu o mote no mês passado, alterando o intervalo de spreads de 0,70%-2,40% para 1%-2,45%, e Banco Espírito Santo (BES) e Caixa Geral de Depósitos (CGD) esperaram por Abril para fazer subir o preço do dinheiro emprestado. O BES subiu o valor máximo no spread, de 3,30% para 3,80%, enquanto a CGD subiu o valor mínimo de 0,85% para 0,95% e o valor máximo de 2,60% para 3,20%.

Diferenças de spread, como as referidas acima, podem ser muito importantes no decorrer do prazo do pagamento da casa. Para um empréstimo a 40 anos, no montante de 150 mil euros e indexado à Euribor média a 6 meses do mês de Março, ter um spread de 0,85% ou 0,95% pode significar uma diferença de oito euros por mês, quatro mil euros no total do contrato, mas se a diferença de spread subir para 0,3 pontos percentuais, como aconteceu ao limite mínimo do Santander Totta, então isso quererá dizer que agora o cliente pagará mais 23 euros de prestação e 11 mil euros pelo total da casa.