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Fundos reforçam na Sonae Indústria e Sonaecom

O que lhe dizem as compras dos gestores de fundos de acções nacionais nos primeiros três meses do ano? Que Cimpor e Teixeira Duarte fazem cada vez menos parte dos seus investimentos e que Sonaecom e Sonae Indústria merecem a sua confiança. Clique para visitar o canal Dinheiro

Luís Caleira Marques

A Cimpor e a Teixeira Duarte já não estão ligadas através da sua estrutura accionista, mas as duas empresas ainda têm algo em comum. As duas acções foram as vendas mais consensuais no primeiro trimestre de 2010 para os oito fundos de investimento em companhias portuguesas, de acordo com os dados da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). Com as oscilações das cotações que ocorreram durante o momento da OPA da brasileira CSN sobre a Cimpor, as duas empresas ganharam terreno na bolsa lisboeta, mas os gestores dos fundos estão a mostrar ao mercado que deixaram de confiar naqueles títulos, concluída sem sucesso a oferta pública.

Assim, os fundos Banif Acções Portugal, Santander Acções Portugal e BPI Portugal venderam a totalidade das acções da Cimpor que possuíam durante os três primeiros meses do ano (cerca de um milhão de acções no final do ano de 2009), enquanto os fundos Millennium Acções Portugal, Caixagest Acções Portugal, Alves Ribeiro Médias Empresas Portugal, Barclays Premier Acções Portugal e Espírito Santo Portugal Acções decidiram reduzir a quantidade de acções detidas. Quanto à Teixeira Duarte, viu as suas acções saírem totalmente das carteiras do fundo do Banif e do Alves Ribeiro Médias Empresas Portugal enquanto que os fundos do Santander e do Espírito Santo decidiram reduzir a sua participação no capital da empresa com vendas de cerca de 76 mil acções por parte do fundo que lidera as rendibilidades a cinco anos, o Santander, e de mais de 180 mil títulos por parte do Espírito Santo Activos Financeiros (ESAF).

Mas houve mais três fundos que venderam a totalidade de capital detido de uma empresa presente no índice PSI geral. A Caixagest vendeu as acções que detinha da Sonae Capital, o Barclays vendeu as acções do Finibanco e o BPI alienou a sua posição na ZON Multimédia. A retalhista Jerónimo Martins continua a bater máximos históricos, mas agora os gestores mostram-se receosos e estão a reduzir o peso da companhia. Esta redução foi efectuada pelos fundos do Millennium, Banif, Caixagest, Santander, Barclays e Espírito Santo e o mesmo número de fundos reduziu o peso da Galp Energia.

Compras de três meses

O dinheiro gerado pelas vendas foi aplicado pelas gestoras em diferentes acções, no entanto existem cinco que foram as preferidas no que diz respeito ao reforço da posição. Os fundos do Millennium, Banif, Caixagest, Alves Ribeiro, Santander, Barclays e Espírito Santo aumentaram o número de acções da Sonaecom detidas enquanto que o Espírito Santo, Barclays, Santander, Caixagest, Banif e Millennium adquiriram acções da Sonae Indústria.

Os dois maiores bancos nacionais cotados em bolsa também viram o peso dos fundos de investimento na sua estrutura accionista aumentar. O BES foi reforçado nas carteiras dos fundos do Millennium, Caixagest, Alves Ribeiro, Barclays, BPI e Espírito Santo enquanto que as acções do BCP foram compradas pelo Millennium, Banif, Caixagest, Santander e Barclays. A Portucel foi outra das acções preferidas pelos gestores dos fundos do Millennium, Banif, Caixagest, Santander e Espírito Santo que reforçaram a sua carteira com acções da papeleira.