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Dinamarqueses da Maersk e chineses da Fosun querem terminal do Barreiro

A presidente do Porto de Lisboa, Marina Ferreira, diz que há investidores estrangeiros interessados na futura concessão do terminal de contentores do Barreiro.

J. F. Palma-Ferreira

Há investidores estrangeiros interessados no futuro Terminal de Contentores no Barreiro (TCB), admitiu a presidente do Porto de Lisboa, Marina Ferreira, durante a assinatura do protocolo de cooperação para o projeto do TCB, efetuada esta manhã na Gare Marítima de Alcântara, em Lisboa. O protocolo inclui a autarquia do Barreiro, o Porto de Lisboa, a sociedade Baía do Tejo, a Rede Ferroviária Nacional - Refer e a Estradas de Portugal.

Para a localização do futuro terminal de contentores da zona de Lisboa concorreram agora duas áreas portuárias: o Barreiro e Setúbal.

Numa sessão de debate deste projeto realizadas há semanas na Ordem dos Engenheiros, o secretário de Estado dos Transportes, Sérgio Monteiro, admitiu que ambos as localizações - Barreiro e Setúbal - têm condições para ter terminais de contentores, "desde que haja operadores interessados que façam esse investimento".

Além disso, Sérgio Monteiro também recordou que enquanto os fundos comunitários estarão disponíveis para as zonas prioritárias - como é o caso do estuário do Tejo -, para Setúbal não haverá apoios da União Europeia.

Marina Ferreira, responsável pelo Porto de Lisboa, referiu que os operadores internacionais Maersk e Fosun já manifestaram interesse no TCB, mas também admite que há outros investidores interessados no Barreiro, considerando que esta processo "tem sido galopante".

Em relação a todos os potenciais interessados em investir e gerir a concessão do TCB, a responsável do Porto de Lisboa considera que "só haverá garantias quando o concurso for apresentado e quando forem divulgadas as intenções de investimento".

O projeto do TCB terá financiamentos comunitários, "mas será um investimento privado, o que faz como que só um grupo com capacidade e dimensão se deverá candidatar a ele, pois será o concessionário que terá a responsabilidade financeira deste investimento".

O protocolo assinado esta manhã prevê a cooperação e troca de informações destinadas à construção do TCB. "Este protocolo deve durar entre um ano e meio a dois anos, e prevê reuniões mensais entre as entidades signatárias".

Segundo o presidente da Câmara Municipal do Barreiro, Carlos Humberto, "a grande mais valia do TCB é a zona logística industrial e tecnológica que abrange mais de 300 hectares, com acessibilidades que estão concluídas, sendo apenas necessário completar pequenos troços".

Um recente estudo de impacto ambiental da Agência Portuguesa do Ambiente (APA), refere que o Barreiro reúne as melhores condições para receber o novo terminal de contentores.