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Deputado do PSD recomenda livro a Salgado. As "Confissões", de Santo Agostinho

O "conselho" do deputado do PSD Carlos Abreu Amorim seguiu-se a uma resposta de Salgado, que recomendara aos deputados a lerem Tim Geithner, Paul Thompson e Tom Wolf, sobre a crise económica e financeira mundial

Tiago

Carlos Abreu Amorim responde, com ironia, a Ricardo Salgado, sugerindo um livro "para alguém que chegou aqui e não aceita responsabilidades". 

"Vou recomendar-lhe o livro de alguém que morreu há 1584 anos e que me parece muito indicado para alguém que chegou aqui e não aceita responsabilidades, dizendo que a culpa é do Banco de Portugal, de Álvaro Sobrinho... Recomendo-lhe o livro de Santo Agostinho, 'Confissões'". As declarações são de Carlos Abreu Amorim, deputado do PSD, que iniciou a segunda ronda de perguntas a Ricardo Salgado, na comissão de inquérito na Assembleia da República, esta terça-feira.

O "conselho" do deputado do PSD surge na sequência de uma resposta de Salgado, durante esta terça-feira, na qual recomendou os deputados a lerem Tim Geithner, Paul Thompson e Tom Wolf, sobre a crise económica e financeira mundial.

Esta tarde, e após a intervenção de Abreu Amorim, Ricardo Salgado explicou-se: "Tive oportunidade de ler e perceber como o Governo atuou nos Estados Unidos e recomendei os livros, não por presunção mas porque penso que seria importante terem esse conhecimento". E conclui: "Em relação a Santo Agostinho, sou católico praticante e pode crer que sempre que posso leio as meditações de Santo Agostinho".

Relativamente à pergunta do deputado sobre se o BES faliu por má gestão, Salgado não tem dúvidas. "Estou no banco há muitos anos, passei por crises enormíssimas, estivemos 30 anos associados ao Crédit Agricole, o que significa que este considera o BES bem gerido". E conclui: "Estou de consciência tranquila. Em 40 anos de atividade bancária não me arrependo de nada".

Mas não nega o "peso" que o colapso do BES lhe colocou em cima. "Tenho uma carga pesadíssima em cima de mim pelo BES ter soçobrado. Eu tenho responsabilidades, mas outras entidades também têm responsabilidades".