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Deputado do PSD acusa Salgado de "quase escarnecer" dos portugueses

Em causa o facto de o banqueiro ter comparado o BES a Portugal e o Banco de Portugal à troika. 

Carlos Abreu Amorim foi o primeiro deputado a colocar questões a Ricardo Salgado, depois de o banqueiro ter terminado uma intervenção inicial superior a uma hora na comissão parlamentar de inquérito ao caso BES. O deputado social-democrata não gostou de algumas comparações que ouviu.

"O ponto que mais me chocou foi a comparação forçada do BES com a nação portuguesa e do Banco de Portugal com a troika", afirmou Carlos Abreu Amorim. O deputado do PSD acusou Salgado de "desonestidade intelectual" e "de quase escarnecer" dos portugueses com tal comparação.

A acusação surge na sequência de declarações proferidas pelo ex-presidente do BES durante a sua intervenção inicial no Parlamento, nas quais dizia: "Foram dados ao BES sete meses para reembolsar a dívida, quando Portugal tem 31 anos para pagar à troika". No entanto, acrescentou, "seria despropositado comparar o BES ao país", ainda que este seja "um critério para perceber o carácter extremo das imposições feitas ao BES".

Em resposta ao deputado do PSD, Ricardo Salgado esclareceu: "Referi com toda a clareza que não estava a querer comprar o GES e o BES ao Estado - apenas que o modelo que foi aplicado ao grupo era inexequível".