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Défice nas administações públicas ultrapasssou os 700 milhões de euros

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No primeiro trimestre de 2015, o défice das administrações públicas atingiu os 709,8 milhões de euros, segundo a síntese de execução orçamental. Foram mais quase 40 milhões do que no mesmo período em 2014.

Lusa

O défice das administrações públicas atingiu 709,8 milhões de euros até março em contas públicas, um saldo negativo que, no universo comparável, representa uma "ligeira deterioração", de quase 40 milhões de euros, face ao período homólogo.

Segundo a síntese de execução orçamental até março, divulgada hoje pela Direção-Geral de Orçamento (DGO), no primeiro trimestre de 2015, o défice das administrações públicas apurado na ótica da contabilidade pública (ou seja, dos recebimentos e dos pagamentos) atingiu os 709,8 milhões de euros.

Considerando o universo comparável, ou seja, excluindo as Entidades Públicas Reclassificadas (EPR) este ano, o défice até março seria de 873,5 milhões de euros, uma "ligeira deterioração" de 38,8 milhões de euros do saldo negativo de 834,8 milhões de euros registado no primeiro trimestre de 2014, segundo a DGO.

No seguimento da aplicação do novo Sistema Europeu de Contas (SEC2010), um conjunto de várias entidades públicas (as chamadas EPR), como a TAP, a Carris, a CP e vários hospitais e fundações, entre outros, foram integradas no perímetro das administrações públicas.

No comunicado que antecede a divulgação da síntese de execução orçamental até março, o Ministério das Finanças compara o primeiro trimestre de 2014 (antes da reclassificação deste conjunto de entidades) com o primeiro trimestre deste ano, que tem em conta as entidades reclassificadas, para dizer que o défice das administrações públicas "registou uma melhoria de 125 milhões de euros".

Ou seja, segundo a síntese divulgada hoje pela DGO, as EPR contribuíram com 163,8 milhões de euros para diminuir o valor do défice das administrações públicas no primeiro trimestre do ano.

Até março, a despesa efetiva das administrações públicas atingiu os 18.211 milhões de euros e a receita total fixou-se nos 17.501,2 milhões de euros.

No período comparável, ou seja, excluindo as EPR, a despesa aumentou 328,9 milhões de euros para os 18.046,5 milhões, e a receita subiu 290,2 milhões de euros para os 17.173 milhões de euros.

Por outro lado, o saldo primário das administrações públicas no primeiro trimestre do ano registou um excedente de 832,3 milhões de euros; no universo comparável, o saldo primário das administrações públicas subiu de 386,8 milhões de euros para os 626,8 milhões de euros.

Segundo a entidade liderada por Manuela Proença, o défice global da administração central e da Segurança Social no primeiro trimestre de 2015 ascendeu a 707 milhões de euros (-785,7 milhões de euros no período homólogo do ano anterior), enquanto o saldo primário foi excedentário, tendo-se situado em 789,7 milhões de euros (315,9 milhões de euros até março de 2014).

Considerando o universo comparável, verificou-se um acréscimo da receita (+1,9%), que foi inferior ao da despesa (+2,2%). É de salientar a estabilização da despesa primária no período em análise, o que revela o impacto da evolução da despesa com juros e outros encargos correntes da dívida nos resultados da execução orçamental, dada a evolução registada no total da despesa.

Já no que diz respeito aos pagamentos em atraso das entidades públicas verificou-se uma descida de 112 milhões de euros, para os 1.491 milhões de euros, no final de março face a fevereiro, devido "essencialmente aos Hospitais EPE que utilizaram o reforço do capital realizado no final de 2014 para regularizar pagamentos em atraso".