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Défice até novembro a €1010 milhões da meta anual

FOTO MÁRIO CRUZ / LUSA

Despesa continua a crescer, mas receita fiscal segue a grande velocidade.

João Silvestre

As administrações públicas registaram um défice orçamental de €6420 milhões entre janeiro e novembro deste ano, de acordo com os dados provisórios da execução orçamental revelados pela direção-geral do Orçamento. Trata-se de uma descida de €2765 milhões face a igual período de 2013 e de um agravamento de €461 milhões em relação ao mês anterior.

Neste momento, o défice está a apenas €1010 milhões da meta anual em contas públicas (numa lógica de caixa) de €7510 milhões, fixada no segundo Orçamento Retificativo, aprovado em agosto. À primeira vista, não parece haver grandes dúvidas de que a meta seja alcançável quando apenas falta um mês para o fecho das contas.

Recorde-se que, já esta terça-feira, o Instituto Nacional de Estatística divulgou as contas nacionais trimestrais por setor institucional, onde se ficou a saber que o défice, em contabilidade nacional (a metodologia relevante para o Eurostat), nos primeiros três trimestres do ano foi de 4,9%, apenas uma décima acima do objetivo do governo.

A melhoria homóloga das contas deve-se ao aumento da receita de €1713 milhões, associado a uma redução da despesa de €1052 milhões. Os impostos continuam a entrar a grande velocidade nos cofres do Estado, que este ano já cobrou 33,6 mil milhões, com um crescimento homólogo de 6,2% que ultrapassa o orçamentado.

Do lado da despesa, refere o comunicado das Finanças, "a despesa consolidada da Administração Central registou, até novembro, um aumento de 0,8% (2,5% até outubro) face ao período homólogo, o qual resulta, maioritariamente, da reposição salarial integral ocorrida nas remunerações pagas entre junho e setembro, do aumento da despesa com transferências para a Administração Local, da transferência da Contribuição do Sector Bancário para o Fundo de Resolução e dos encargos com pensões da CGA".