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Decisões de crédito no BESA eram tomadas de forma colegial, diz Sobrinho

As decisões de crédito no BES Angola eram tomadas colegialmente, disse Sobrinho aos deputados

Luís Barra

Ex-presidente do BES Angola assegura que não tomava decisões de crédito sozinho. Há, conforme tem sido noticiado, créditos de 5,7 mil milhões de dólares que levantam dúvidas, a parte deles perdeu-se o rasto, outros não têm garantias, outros desconhece-se o destinatário.

Anabela Campos e Isabel Vicente

Questionado pela deputada do CDS, Cecília Meireles, sobre como era concedido o crédito no BESA, Álvaro Sobrinho disse esta tarde que não tomava decisões sozinho, e que ele era dado de forma colegial, como normalmente acontece na banca.

Já, quando Cecília Meireles, o questiona sobre uma acta do BESA onde é dito que havia um conjunto de créditos aprovados por ele e João Moita, Álvaro Sobrinho diz:"não conheço a acta. Pode colocar-se a questão sobre se a acta é verdadeira ou não". E, remata, "o conteúdo da acta não é verdadeiro". 

Apesar de dizer que a aprovação de créditos era colegial e obedecia a regras e condições, o gestor admite que Angola "não seguia os procedimentos de risco seguidos pelos países mais desenvolvidos".

Álvaro Sobrinho recusa-se a comentar questões sobre operações de crédito a empresas angolanas concedidas pelo BESA com o segredo bancário, e fá-lo várias vezes. "Não posso falar de empresas angolanas e créditos por causa do sigilo bancário. Não posso entrar em pormenores". 

No que toca ao total dos créditos concedidos diz, porém, que 59 por cento dos mesmos  tinham garantias , "estavam colaterizados" e nos restantes havia um aval pessoal. "Eram colaterais que davam conforto ao banco", sublinha. 

Sobre a Escom apenas confirma que foi vendida. "É pública a informação ", diz. Afirma que houve um sinal de 85 milhões e que quem o recebeu foi a Espírito Santo Resources. Confirma ainda que quem avançou para a compra da Escom foi a  NewsGroup, e que o negócio foi feito com a promessa de a Sonangol depois adquirir a NewsGroup. Ou seja, o comprador era a Sonangol. A avaliação da Escom, que tinha sobretudo negócios em Angola, feita pelo BESI, acrescentou.