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CTT não são avaliados há seis anos

"Não foram feitas avaliações aos Correios nos últimos seis anos", afirma Estanislau Costa, presidente dos CTT, companhia que o Governo colocou na lista das empresas públicas a privatizar.

Alexandre Coutinho (www.expresso.pt)

"Ainda não está em curso a avaliação e a decisão depende do accionista. O gestor não deve e não pode fazer comentários sobre a privatização. O nosso desafio é preparar a empresa para a liberalização total do mercado, a partir de 1 de Janeiro de 2011", disse Estanislau Costa, presidente dos CTT, na apresentação de resultados da empresa relativos a 2009.

Em 2009, os proveitos operacionais consolidados dos CTT diminuíram em 36,9 milhões, face ao anterior, situando-se em 820,3 milhões (uma variação negativa de 4,3%). "Registou-se uma evolução desfavorável em todas as áreas de negócio, com destaque para o tráfego postal, que caiu 5,5%", justificou Estanislau Costa. Em consequência, o EBITDA (resultados antes de impostos, taxas, dividendos e amortizações) consolidado atingiu 104,7 milhões de euros, registando uma quebra de 11,6% face ao exercício anterior. O EBIT (resultado operacional) consolidado totalizou 66 milhões de euros, gerando uma margem operacional de 8,0% (menos um ponto percentual).

As medidas de redução de custos proporcionaram uma economia de 26,2 milhões de euros, fazendo recuar os custos operacionais consolidados para 754,3 milhões, esforço no entanto insuficiente para compensar a quebra da actividade. Por sua vez, o resultado líquido consolidado ascendeu a 50,6 milhões de euros, o que representa uma redução de 13% face ao ano anterior. Tal corresponde a um resultado líquido por acção de 2,89 euros, uma margem líquida sobre os proveitos operacionais de 6,2% e uma rendibilidade do capital de 22,9%. "Ainda assim, é um dos resultados mais elevados nos 40 anos de história da empresa pública e, pelo quarto ano consecutivo, os CTT vão distribuir dividendos ao accionista", sublinhou o mesmo responsável.

O conselho de administração vai propor na assembleia geral, a distribuição de um montante de dividendos no valor de 21,3 milhões de euros, proporcionando ao accionista um retorno de 173% do capital social em quatro anos consecutivos. Além deste valor, vão ser entregues ao Estado 3,3 milhões de euros relativos à renda da concessão. "Poucas empresas haverá que, em quatro anos, quase retornam ao accionista duas vezes o capital social empregue", concluiu Estanislau Costa.