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Contra a vontade do Governo, gestores da EDP mantém vencimentos

A comissão executiva da EDP, liderada por António Mexia, vai manter o mesmo programa de vencimentos em 2010 e 2011, ao contrário do que pretendia o Governo, que propôs o congelamento da remuneração variável e um corte de 5% no salário fixo. 

Anabela Campos (www.expresso.pt)

A assembleia geral (AG) de accionistas da EDP, reunida hoje, aprovou o ponto sete da ordem de trabalhos, relativo à proposta da comissão de vencimentos da EDP, que mantém o actual nível de remunerações. A proposta mereceu, no entanto, o voto contra do Estado através da Parpública e da CGD, que juntos têm cerca de 25% do capital da eléctrica.

A Parpública como se previa, e tal como o primeiro-ministro já tinha afirmado hoje de manhã na Assembleia da República, votou contra, seguindo a orientação do Governo o e comunicado divulgado ontem.

"Consequentemente, e tendo em conta as orientações constantes dos despachos do secretário de Estado do Tesouro e Finanças, de Abril de 2009, e do Ministro de Estado e das Finanças, de Março de 2010, em matéria de remunerações, a Parpública irá votar contra a proposta que estará em discussão pelos accionistas, apresentada pela Comissão de Vencimentos da EDP", tinha avançado a Parpública.

A orientação é para seguir na igualmente na PT, Zon e Cimpor. No debate quinzenal, José Sócrates tinha sentenciado: "Não haverá bónus em 2010 e 2011 nas empresas públicas, e o Estado votará contra a atribuição de bónus nas empresas em que participa". "Os privados não são obrigados a concordar com o Estado", acrescentou.

Esta posição será tomada, sublinhou então, para "todos e qualquer gestor público".