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Contas regionais. Alentejo afunda, Açores e Algarve melhoram

O PIB alentejano terá reduzido 2,2% "devido ao decréscimo ocorrido na atividade industrial, energia, água e saneamento", segundo o gabinete de estatísticas português

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A maior região nacional foi a que em 2013 registou uma maior redução do Produto Interno Bruto (-2,2%).

O Alentejo foi a região que em 2013 registou uma maior redução do Produto Interno Bruto (PIB), enquanto Açores e Algarve superaram a média nacional.

A conclusão decorre da análise das contas regionais divulgadas esta manhã pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). Em 2013, o PIB nacional registou um acréscimo nominal de 0,9% e um decréscimo em termos reais de 1,4%. O INE estima que na Região Autónoma dos Açores (1,7%), Algarve (1,4%) e Centro (1,3%) registaram um desempenho nominal acima da média nacional.

O Alentejo está no polo oposto. Em termos reais, o PIB alentejano terá reduzido 2,2% "devido ao decréscimo ocorrido na atividade industrial, energia, água e saneamento (-3,7%), segundo o gabinete de estatísticas português.

 

Madeira em perda

A Madeira apresentou igualmente um decréscimo (-1,8%) superior ao país, devido à

diminuição do valor acrescentado bruto (VAB) das empresas que operam a partir do Centro Internacional Negócios da região e, sobretudo, à diminuição real do VAB da construção (-15,4%) e atividades financeiras (-7,4%).

Na região Norte, o PIB caiu 1,2%, menos do que em Lisboa (1,4%) que esteve em linha com a média nacional. 

 

Lisboa continua rica

A região de Lisboa representa 37% da riqueza portuguesa (64 mil milhões de euros), seguida pelo norte (48,6 mil milhões), com 28%.

Analaisando a disparidade regional do PIB per capita, o Instituto Nacional de Estatística verifica que apenas a região de Lisboa apresenta um índice superior à média nacional (139%). No polo oposto está o Norte, com 81% da média nacional.

No PIB per capita expresso em paridades de poder de compra (PPC), só a região de Lisboa supera a média europeia em 10 pontos percentuais. Em 2013, o PPC português foi de 77% da média europeia.