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Construtoras portuguesas: carteira de obras no exterior vale 7 mil milhões

Na construção, a produção em alta no exterior atenua a depressão no mercado interno. Em oito anos, a faturação triplicou.

A carteira de obras das construtoras portuguesas no estrangeiro vale 7 mil milhões de euros. O valor das novas empreitadas registou, em 2013, um crescimento de 53%. Já as obras executadas em 2013 geraram uma faturação de 5,3 mil milhões.

Segundo dados da Associação de Empresas de Construção Civil e Serviços (AECOPS),  a produção de 5,3 mil milhões em 2013, traduziu um aumento de 7% face ao ano anterior. Em oito anos, a faturação no exterior triplicou. Em 2006, a faturação no exterior valeu 1,7 mil milhões.

Exterior vale 44% do mercado interno

 A carteira de obras, regista a AECOPS, assegura "perspetivas bastante favoráveis para 2014 e 2015".

O documento avalia igualmente o peso da "exportação" face à atividade interna. A produção no exterior representa 44% do total da atividade da indústria no mercado interno.

O mercado interno vale perto de 12 mil milhões. Este desempenho "demonstra a relevância da construção como instrumento de internacionalização da economia portuguesa, representando  3% do PIB e 8% do total tas exportações nacionais", acentua a AECOPS.

48 mil  deslocados na Europa

No plano do emprego, a AECOPS regista que, só na Europa,  48 mil trabalhadores encontravam-se, em 2013, serviço das construtoras portuguesas. França e Bélgica são os principais destinos.

Para ilustrar o relevo destes números, a AECOPS cita os empregados no setor em Portugal: 288 mil. Os deslocados na Europa representam 14% do emprego do setor. Em todo o espaço espaço europeu, as construtoras  contam, assim, com 336 mil trabalhadores portugueses.

A intensa atividade internacional "é uma garantia de ocupação para milhares de trabalhadores portugueses", reduzindo o desemprego e respetivos encargos sociais em Portugal.  

Economias emergentes

Em termos geográficos, o estudo da AECOPS confirma a relevância das economias emergentes de África, com destaque para Angola e Malawi, e da América Latina e Central - Venezuela e Peru. África representa 70% da produção total, enquanto a Europa (7%) perde relevância.

As perspetivas revelam-se favoráveis nos mercados latino americanos e da América Central, em especial no México e Brasil.  Esta região, em 2012, pesava 10% da produção total e, num ano, duplicou a sua importância (1,1 mil milhões). Nos novos contratos, já representa 30%.

Por países, Angola lidera (34%) seguida do México (11%). O estudo da AECOPS lista 32 países nos quais se regista atividade de construtoras portuguesas.