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Construção nova representa o dobro da reabilitação

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Números do INE mostram que, em 2014, houve 5217 licenciamentos para construção nova e apenas 3147 projetos para reabilitação

Nuno Fox/Arquivo

O mercado retoma atividade mas está muito longe dos valores de há uma década 

Marisa Antunes

Jornalista

Quem passa no centro de Lisboa ou do Porto não pode deixar de reparar na quantidade de edifícios que estão a surgir de cara lavada. A reabilitação está na ordem do dia para o sector da construção, o mais martirizado de toda a economia nacional, com a crise económica que teve início em 2008. Mas se é um facto que a reabilitação se tornou uma lufada de ar fresco para a revitalização urbanística e essencial para a sobrevivência de muitas construtoras (e empresas da fileira), a realidade é que continua ainda muito aquém da média europeia.  

E, mesmo no pico da crise, o número de projetos de licenciamento para reabilitação continuou a ser inferior aos da construção nova."É verdade que a reabilitação está a mexer muito com as cidades e passa a ideia de uma grande dinâmica, mas a realidade é que os projetos de licenciamento para reabilitação têm vindo até a descer nestes últimos anos. Além disso, o peso da reabilitação na construção é de apenas 8,1% quando a média europeia é de 36,8%", sublinha Reis Campos, presidente da Confederação Portuguesa da Construção e do Imobiliário (CPCI). 

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